Children Of Bodom – “Halo of Blood” (2013) (Relançamento 2025)

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Children Of Bodom – “Halo of Blood” (2013)
(Relançamento 2025)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#MelodicDeathMetal

Para fãs de: Arch Enemy, In Flames, Dark Tranquillity

Texto por Luiz Gustavo Santos

Nota: 9,0

Capitaneada pelo genial guitarrista e vocalista Alexi Laiho, que infelizmente nos deixou em 2020, a banda finlandesa Children of Bodom ganhou fama mundial no final dos anos 90 e início dos anos 2000, tornando-se rapidamente um dos grupos mais influentes do death metal melódico.

Com um som pesado, visceral e ao mesmo tempo bastante trabalhado e melodioso, a banda conquistou crítica e público após seus três primeiros discos de estúdio. Contudo, “Blooddrunk” (2008) e “Relentless Reckless Forever” (2011) mostraram certo desgaste da fórmula, levando os fãs a temerem pelos próximos passos do grupo.

Felizmente, com “Halo of Blood”, lançado originalmente em 2013, a banda parece ter percebido que, às vezes, é preciso dar um passo atrás para ganhar mais embalo. Retomando nuances de suas raízes, e com um sopro de vitalidade e criatividade, o Children of Bodom conseguiu se reinventar e conquistar uma sobrevida que, infelizmente, duraria apenas até 2019.

O fato é que esse disco é poderoso, mostrando uma banda extremamente técnica, experiente e ainda cheia de gás. Se em geral as faixas são rápidas e diretas, com belíssimos trabalhos de guitarra e uma cozinha super acelerada, também há passagens com mais groove e atmosferas obscuras, em que se destacam os teclados de Janne Wirman. Tudo isso condensado em apenas 11 faixas e pouco mais de 40 minutos de play que passam voando.

Pelo lado mais intenso, os destaques ficam para a faixa-título, dominada pela agressividade e pelos blast beats, e “Waste of Skin”, que abre o álbum. Já pelo lado mais melodioso, merecem atenção “Scream for Silence”, com seu belo riff principal, “Transference”, de pegada mais acessível ao público além do metal extremo, e “Dead Man’s Hand on You”, totalmente introspectiva e cadenciada. Um baita disco, de uma banda que certamente deixa muitas saudades.

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