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Children Of Bodom – “Hexed” (2019)

Children Of Bodom – “Hexed” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal#MelodicDeathMetal

Para fãs de: In FlamesArch Enemy

Nota: 8,0

Não há como negar que, após os quatro primeiros álbuns, o Children Of Bodom acabou se perdendo um pouco. Não que tenha lançado álbuns medíocres, longe disso, mas a verdade é que após “Something Wild” (1997 ), “Hatebreeder” (1999 ), “Follow the Reaper” (2000) e “Hate Crew Deathroll” (2003), a fórmula criativa do grupo parece ter se estagnado e as novas direções que a música do quinteto liderado por Alexi Laiho impôs em seu som mostraram um caminho um tanto quanto confuso. Se os dois primeiros álbuns ajudaram o grupo a moldar seu estilo, os dois subsequentes afirmaram a posição da banda como figura importante dentro do cenário.

Após “I Worship Chaos” (2015), a banda parece ter retomado, não ainda que totalmente, sua forma pessoal de composição. Claro que nunca mais teremos algo na linha dos primeiros trabalhos, mas com “Hexed” a banda mostra que pode sim manter sua linha atual e trazer traços de suas raízes de início de carreira. O álbum foi gravado por Mikko Karmilla (figurinha bastante conhecida, não é mesmo?) e traz 11 faixas repletas de ótimas ideias, mostrando que Alexi estava bem inspirado. Se aquele Death Metal melódico mais agressivo do início da carreira ficou para trás, os riffs da dupla Alexi e Daniel Freyberg, que faz sua estréia em estúdio, trazem peso e melodia criando, em alguns momentos, passagens que nos remetem diretamente ao metal melódico. Não á toa, após “Follow the Reaper”, muitos se referiam ao grupo como “Stratovarius do Diabo”, mas guardadas as devidas proporções, o Children of Bodom é muito mais do que isso.

Recheado de bons momentos, podemos destacar a faixa de abertura, a pesada e intensa “This Road”, que traz uma pegada próxima daquela que o grupo fazia em “Hate Crew Deathroll”, “Under Grass and Clover”, destacando as ótimas linhas de teclado criadas por Janne Wirmann, “Glass Houses”, onde a dupla Henka Seppala (baixo) e Jaska Raatikainen (bateria) cria uma base bem pesada para a dupla de guitarristas se soltar á vontade com riffs bem criativos, “Kick in a Spleen”, uma porrada que lembra bastante os dois primeiros álbuns do grupo. Já “Platitudes and Barren Words” só não é Stratovarius pois Timmo Kotipelto não faz parte da banda, e falando em metal melódico temos, ainda, “Hexed”, “Relapse (The Nature of my Crime)”, a bem cadenciada “Soon Departed” e a uma regravação de “Knucleduster”, faixa presente no EP “Thrashed, Lost & Strungout” de 2004.

A versão deluxe importada conta com três faixas bônus à saber: “I Worship Chaos” e “Morrigan”, ambas ao vivo, e uma outra versão remixada de “Knucleduster”.

Resumindo, o Children of Bodom parece ter cansado de repetir a fórmula dos seus mais recentes trabalhos e decidiu em “Hexed” trazer de volta elementos que nortearam o início de sua carreira. Cabe aos fãs decidirem se o grupo teve sucesso ou não. Na minha opinião, o melhor trabalho da banda desde “Blooddrunk” (2008).

Sergiomar Menezes

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