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Claustrofobia – “Swamp Loco” (EP) (2018)


Claustrofobia
 – “Swamp Loco” (EP) (2018)

Independente
#ThrashMetal

Para fãs de: Sepultura (antigo), KorzusBrujeria

Nota: 10

Após o álbum anterior, ou melhor, o caos sonoro que sangrou todos os nossos tímpanos de forma brutal e aniquiladora, “Download Hatred” (2016), era sabido que a banda tinha não só subido um degrau, mas sim pulado uns 5 numa porretada só!

Queriam o quê? Textinho bonitinho cheio de coraçõezinhos bunda mole ou cafunézinho depois de nos “machucar” (positivamente) com o disco anterior? (risos) Nem fodendo! Aqui é pá de lá pá de cá! Cacetada gera cacetada (risos).

Brincadeiras à parte, que cacetada é esse novo EP! Confesso a vocês que o nome do EP me deixou um pouco com a pulga atrás da orelha. Achei – veja bem, achei BEM VAGAMENTE – que, com as mudanças de formação, Marcus D’Angelo (vocal/guitarra) e Caio D’Angelo (bateria) tivessem enveredado para algo mais “new metal”, mais “loco” ou “noia” mesmo. Calma caras, não me xinguem, ok? (risos) Ainda bem que só foi um achismo tosco, pois tinha certeza que esse putos jamais me decepcionariam! E foi o que fizeram: não me decepcionaram! Pena que esse lançamento é somente em formato digital através de crowdfunding.

Se em “Download Hatred” a sonoridade da banda ficou mais moderna, mais forte e mais “gringa”, nesse EP isso só se confirmou dando mais ansiedade do que estará por vi no futuro. Não dá mais para falamos sobre Claustrofobia em nível nacional, pois os caras estão, sem exagero nenhum, num nível tipo Krisiun e Sepultura, ou seja, gigantes se é que vocês me entendem.

A triste nota desse lançamento é a saída de Daniel Bonfogo (baixo), que gravou o instrumento primorosamente como de costume, só que aqui bem mais audível e dissonante. Mas, com a entrada de Rafael Yamada em seu lugar as engrenagens foram lubrificadas.

Temos 6 espancamentos sonoros em “Swamp Loco” que posso chama-los de pauladas para masoquistas. Sim, pois a cada audição é como se quiséssemos “apanhar” mais. Citar uma ou duas aqui seria de uma injustiça enorme de minha parte!

Uma das coisas que notei aqui foi que a banda está inserindo cada vez mais técnica em suas composições, sem medo de ousar, mas ao mesmo tempo tranquilos pois sabem onde estão pisando. Incursões meio industriais, introduções mais arrastadas, riffs ultra pesados adotando muito ‘groove’ nas palhetadas e viradas daquelas que quebram não só os pescoços do ouvinte, mas também os punhos do baterista. Coisa de “loco” mesmo!

Produção impecável da banda com o produtor Addasi Addasi no Fuel Music Studio (California/EUA), e mixado por Russ Russell no É NÓIS Studio (Inglaterra), explica muito bem o que disse no começo dessa resenha. Só poderia ser como um furacão!

Temos de tudo aqui, cadencia, porradaria, faixas cantadas em português recheadas de palavrões deliciosos de se dizer numa sexta-feira no meio de um engarrafamento, rifferama insana, peso descomunal e muita, mais MUITA energia, ou seja, nota 10 é pouco!

Espero ansiosamente que esse EP saia um dia em formato físico!

https://open.spotify.com/album/4RvvuaeYsvnMi8VeZqyDI4

Johnny Z.

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