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Corpse Grinder – “T.O.M.B.” (2024)

Corpse Grinder – “T.O.M.B.” (2024)

Independente | Extreme Sound Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Benediction, Massacre, Autopsy

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Sendo uma das bandas mais emblemáticas do underground nacional, o Corpse Grinder já está há mais de 30 anos carregando a tocha do Death Metal brasileiro, entregando álbuns que mantêm qualidade, brutalidade e técnica sem se desviar do caminho do verdadeiro metal. Chegando ao seu sétimo disco, T.O.M.B., os mineiros, que contam com os membros fundadores Romulo Junior (bateria), Flávio Nery (baixo) e Júnior Vieira (guitarra/vocais), entregam um trabalho que exala o espírito do metal dos anos 80 e 90, com vocais guturais insanos, riffs sujos e pesados, além da importante adição de Ruben Alvim na segunda guitarra. A cozinha é eficiente e mantém o ritmo frenético do início ao fim. O disco foi lançado de forma independente nas plataformas de streaming e recebeu sua versão física pela Extreme Sound Records no mesmo ano.

Sem muitas firulas, “When Madness Reign” explode nos falantes com uma bateria metralhando tudo, vocais monstruosos e um solo matador. A faixa dita o ritmo do restante do trabalho, então você pode seguir sem medo, tamanha é a qualidade apresentada logo de cara. “Ossuary Secrets” traz uma levada carregada de groove e um peso absurdo, alternando momentos mais rápidos e impiedosos com passagens igualmente devastadoras.

“Dark Ages Return” foi escolhida como single, e é fácil entender o motivo. A faixa reúne tudo o que o Death Metal tem de melhor: riffs e solos marcantes, baixo pulsante, bateria esmagadora e vocais tão graves que podem assustar até os ouvintes mais acostumados com o estilo. Já “The Worst of Misfortunes” é brutalidade pura, com blast beats estrondosos e levadas que certamente não deixam nenhum pescoço no lugar.

Perto do fim, “From Womb to Tomb” coloca novamente o baixo em evidência, com ótimas linhas que, aliadas a uma bateria de pegada mais pesada, mantêm a cozinha funcionando perfeitamente para que riffs velozes — e alguns em ritmo quase fúnebre — atinjam o ouvinte em cheio.

Com uma produção assinada pela própria banda, que mantém tudo claro sem abrir mão do espírito Old School, e uma capa que carrega toda a identidade visual do metal oitentista, criada pelo artista Roberto Valleck — responsável também pela arte do álbum anterior, Into The Coffin (2018) —, o novo registro do Corpse Grinder tem tudo para agradar tanto os fãs de longa data quanto aqueles que estão descobrindo o som da banda agora. T.O.M.B. é o underground em sua forma mais pura, verdadeira e brutal.

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