Creye – “II” (2021)

Creye
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Creye“II” (2021)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock

Para fãs de: Work Of Art, Art Nation, Last Autumn’s Dream

Nota: 7,5

Após o EP “Straight To The Top” (2017) e o autointitulado álbum de estreia (2018), a banda “Creye” retorna reformulada em seu segundo álbum: “II”. Os novatos August Rauer (vocais) e Joel Selsfors (teclados) (substituindo Robin Jidhed e Joel Rönning, respectivamente) se juntam a Fredrik Joakimsson e Andreas Gullstrand (guitarras), Gustaf Õrsta (baixo) e Arvid Filipsson (bateria).

“Este álbum é realmente um marco para nós e nos leva a um novo capítulo de nossa carreira. – disse o fundador da banda Andreas Gullstrand – Juntos decidimos, bem no início do processo, que cada decisão criativa que tomássemos deveria ser no sentido de se destacar e ser relevante na década atual. Em “ll” as músicas refletem uma banda onde todos estão trabalhando em prol de um objetivo comum, trazendo suas próprias personalidades musicais e influências baseadas nesse objetivo de fazer algo único. Para mim, a banda nunca soou melhor do que isso e nunca estive mais confiante no que estamos fazendo do que agora”.

“II”, com sua superprodução contemporânea, habilidosamente mistura o rock melódico atual com ares “retrô” criando canções compostas de melodias cativantes, refrões imponentes, harmonias vocais e solos emocionalmente técnicos, como em “Broken Highway”, “Carry On”, “Find A Reason”, “Face To Face”, “Hold Back The Night” e “Closer”.

Mas às vezes o ponto forte também pode ser o fraco. É tudo muito suave, polido, envernizado, seguro e na “zona de conforto”. A profusão de teclados e sintetizadores, além de alguns ritmos dançantes, são capazes de não agradar a todos (como em “Can’t Stop What We Started” ou em, uma das músicas de trabalho, “Siberia”).

Provavelmente teremos opiniões antagônicas: alguns serão impactados e o colocarão como um dos melhores álbuns de 2021 e outros acharão repetitivo e igual a tantas outras bandas que existem. Mas uma coisa é certa: ninguém sairá incólume ao final do álbum.

João Paulo Gomes

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