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Critical Solution – “Barbara The Witch” (2017)

Critical Solution – “Barbara The Witch” (2017)
Crime Records

Nota: 9,5

A pegada cavalar do Testament com a dramaticidade ocultista do King Diamond. Parece inverossímil, mas a mistura funciona a contento em “Barbara The Witch”, mais novo petardo dos noruegueses do Critical Solution.

Desenvolvendo uma “solução crítica” (Jesus!) para sua sonoridade, onde o Thrash Metal encontra um ponto de equilíbrio dentro de uma temática lúgubre, o quarteto despeja riffs explosivos, solos fantásticos e muito bem encaixados, que não raro se convertem em climáticas passagens melódicas. Pode parecer “trip louca” da minha cabeça, mas o que o Critical Solution faz com o Thrash é mais ou menos o que o Tribulation vem fazendo com o Black Metal. É inovação sem desconstrução.

O álbum é conceitual, baseado em uma história real ocorrida em 1600 em sua cidade natal, certamente protagonizada pela Barbara do título. Todo o clima do desconhecido é abrilhantado ainda mais pelas mãos mágicas do produtor Andy La Rocque (sim, aquele mesmo), que consegue deixar o som grandioso, porém sem muita “masturbação”.

A alternância de climas não deixa o álbum enjoativo em nenhum momento, porém toda essa teatralidade pode soar meio indigesta ao fã mais conservador. Algumas faixas são autênticas colisões de mundos, como “The Burning Pyre”, onde temos praticamente uma opereta metálica tamanha a audácia em misturar Thrash, Metal, Progressivo e Gótico, e detalhe: sem soar como a bandinha do Chaves.

A história de “Barbara the Witch” ainda é narrada pelo pai das artes negras do Rock, Arthur Brown, o que deixa até os pelos do sovaco eriçados (“End of the Beginning” é só uma introdução para “The Headless Horsemen”, mas é o suficiente para carimbar a cueca de muita gente).

E se mencionei destaques, não posso deixar de incluir “Return of the Witch” nessa lista. Composição forte, emotiva, como se o Metallica dos bons tempos (observe os riffs e solos lá pelos 03:10 e diga se aquilo não é o Kirk renascendo do inferno) tivesse pulado a cerca com o Grave Digger. Coisa linda é pouco.

E ainda temos como cereja do bolo um disco bônus, onde o Critical Solution presta um tributo aos seus ídolos. Vai vendo: “Let it Die” (Ozzy Osbourne), “Killed by Death” (Motörhead), “Iron Man” (Black Sabbath), entre outros, coroam um disco não menos que perfeito.

Sabe quando alguém acerta a mão pra valer em algo? Pois bem, apresento-lhes o Critical Solution. Um arregaço na melhor definição do termo.

Ricardo L. Costa

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