Crown Magnetar – “The Hollowing of Godflesh” (2026)
Unique Leader Records
#Deathcore #BrutalDeathcore #Death Metal
Para fãs de: Signs of the Swarm, To The Grave, Psycho-Frame
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Com o cenário do deathcore ganhando mais impulso nos últimos anos, novas bandas surgem trazendo cada vez mais brutalidade ao som. Algumas, porém, acabam se destacando e dominando a cena ao entregar uma sonoridade consistente e devastadora, como é o caso do Crown Magnetar.
Desde 2016, a banda busca manter os níveis de agressividade sempre altos. Agora, atinge um novo patamar com seu terceiro disco, The Hollowing of Godflesh. Com a entrada do guitarrista Rob Maramonte, o grupo ganhou uma nova dose de técnica. Além disso, ao lado do monstruoso vocalista Dan Tucker, do baixista e produtor Mike Sahm e do baterista Byron London, o guitarrista contribui para uma fusão entre a violência do deathcore e uma técnica apurada. O resultado remete a gigantes do death metal, como Suffocation e Defeated Sanity.
Abrindo o disco, “Gun Eater” chega como uma introdução breve, porém extremamente pesada. Aos poucos, a faixa constrói uma sensação de tensão antes de despencar em “Desecrate Infinite”. A música é uma avalanche de blast beats estrondosos, riffs rápidos e maníacos, além dos vocais brutais de Tucker. Dessa forma, cada batida na bateria funciona como uma explosão, feita para bater a cabeça. Na sequência, “Domination” apresenta breakdowns poderosos e riffs sujos e robustos. Ao mesmo tempo, a bateria ganha ainda mais destaque com bumbos duplos destruidores e blast beats mortais.
Já “Impaled Genesis” investe em um groove viciante e riffs que grudam na cabeça, enquanto todos os integrantes liberam sua fúria. Nesse contexto, o destaque fica para o vocalista, com guturais monstruosos e agudos dilacerantes. Por sua vez, a faixa-título aposta em uma veia mais próxima do death metal, combinando blast beats frenéticos, riffs avassaladores e mudanças insanas de andamento. Assim, a sonoridade permanece brutal em todos os níveis, demonstrando técnica e potência de forma única e destrutiva.
Além dessas faixas, vale destacar “Godkiller”, uma música feita para ser tocada ao vivo, com grooves venenosos que não deixarão ninguém parado. Seu ritmo mais quebrado remete à abordagem técnica do Dying Fetus, principalmente no início. Em seguida, o breakdown surge com um peso descomunal, reforçando o potencial da composição para incendiar os palcos.
De modo geral, o Crown Magnetar aposta em um som extremamente potente, sujo e agressivo, mas sem abrir mão da técnica. Com isso, a banda transmite uma sensação de fim do mundo iminente. Cada faixa exala brutalidade sem recorrer a sons animalescos sem sentido. Pelo contrário, o grupo concentra sua força na agressividade de Tucker, responsável por alguns dos guturais mais impressionantes do metal atual.
Por fim, The Hollowing of Godflesh mostra o Crown Magnetar em seu ápice. Com uma das artes de capa mais agressivas do ano, o álbum reúne violência, precisão técnica e intensidade do início ao fim. Dessa maneira, a banda reforça sua posição entre os grandes nomes da cena deathcore atual.

