Dark Funeral – “A Beast to Praise (Live in Stockholm)” (2026)

Dark Funeral
Compartilhe

Dark Funeral – “A Beast to Praise (Live in Stockholm)” (2026)

Century Media Records
#BlackMetal

Para fãs de: Marduk, 1349, Mayhem

Texto por Lucas David

Nota: 10

Um álbum ao vivo é algo que gera ótimas oportunidades para as bandas. Seja para mostrar sua força em cima dos palcos, seja para proporcionar uma experiência para quem não pode estar presente na turnê, o disco, quando bem trabalhado, pode ser algo único. O segredo para esse tipo de lançamento é fazer com que o ouvinte se sinta em meio ao público, vibrando e cantando cada música como se fizesse parte da banda, algo que o Dark Funeral fez com maestria em seu mais recente álbum ao vivo, A Beast to Praise (Live in Stockholm).

Gravado durante a turnê de We Are The Apocalypse (2022), em Fållan, Estocolmo, ainda em 2022, a banda conseguiu transportar o ouvinte diretamente para a Suécia em um ataque brutal de Black Metal Old School. Um feito que muitos artistas não conseguem alcançar, principalmente em um estilo tão visceral e cru quanto esse.

Logo na abertura, com “Unchain My Soul”, a banda prepara o terreno para o que está por vir. A veia mais melancólica e sombria da faixa serve como uma amostra de que a banda consegue dominar sua instrumentação, que na maioria das vezes é complexa, e entregar ao vivo tudo aquilo que gravou em estúdio. O vocalista Heljarmadr entrega aqui sua primeira performance de destaque, consolidando-se como um dos vocalistas de Black Metal mais versáteis da atualidade.

Na sequência, “The Arrival of Satan’s Empire” surge como um monstro destruindo tudo em sua frente. A explosão de blast beats de Jalomaah é brutal, e o músico domina o kit com muita técnica e potência. Os riffs cortantes e incansáveis de Lord Ahriman e Chaq Mol formam uma parede tão sólida que somente os vocais maníacos de Heljarmadr conseguem fazer frente. “Leviathan” apresenta outro momento grandioso, com suas mudanças de andamento, claramente empolgando a plateia, que vibra a todo momento e ajuda a criar uma atmosfera épica na apresentação.

O mais recente disco de estúdio tem um destaque na faixa-título, que se tornou ainda mais forte ao vivo, com uma ótima performance dos vocais e da bateria. Jalomaah, mais uma vez, entrega um ataque brutal de bumbos duplos e blast beats estrondosos que dominam toda a faixa. “When I’m Gone” é uma das mais longas do repertório, já que se trata de uma música que vai se construindo conforme o tempo passa, exigindo paciência para ser apreciada. Ela funciona muito bem ao vivo, pois tem um refrão fácil de memorizar, enquanto seu ritmo mais cadenciado cria uma espécie de transe no ouvinte e torna impossível não acompanhar até o final.

O final épico chega com a dupla “The Secrets of The Black Arts”, com seu ritmo incansável e selvagem, entregando riffs rápidos e gélidos, uma bateria insana e vocais poderosos; e “Where Shadows Forever Reign”, com a banda entregando seus últimos riffs de maneira grandiosa, como se ainda precisasse convencer alguém de sua força. A paixão é sentida de forma constante em cada trecho, alcançando com glória o objetivo de nos transportar para a apresentação, mas também para o próprio ápice do Black Metal.

No fim, A Beast to Praise (Live in Stockholm) é o Dark Funeral em seu melhor e mais brutal momento. Cada integrante entrega uma apresentação única, enquanto o público se mostra realmente feliz e satisfeito por estar ali. A produção capturou cada riff, batida, urro e gota de suor de uma banda que trouxe o inferno de toda a sua carreira para o palco.

Compartilhe
Assuntos

Veja também