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Dark Razor – “The River of Souls” (2018)

Dark Razor – “The River of Souls” (2018)
Independente
#MelodicDeathMetal#TechnicalDeathMetal

Para fãs de: Dark TranquillityOpethNile

Nota: 10

O ano está acabando e quando eu acho que já vi de tudo sobre lançamentos de Heavy Metal, eis que me deparo com esse belo trabalho dos brasilienses do DarkRazor. Não pense que isso significa ser obrigatoriamente bom para resenhar, pois descrever o disco “The River of Souls” não foi uma tarefa fácil, principalmente pela proposta e complexidade que o quarteto apresentou em seu segundo álbum completo.

Chega a ser difícil mencionar a proposta da banda, mas eu simplificaria como um Death Metal melódico, da escola sueca, que jogou toda a técnica e trabalho, característico deste estilo, dentro de um estilo Rick Wakeman, num mundo progressivo e com temáticas divididas em várias partes. Para este disco, o tema abordado tem um lado mais de ficção científica e apresenta várias partes dentro de uma saga.

Não pense que esse lado conceitual e progressivo afetou o som, pois temos uma pancadaria sem fim, como a faixa título de abertura do disco, que após suas leves harmonias, vão para 8 minutos de muito bumbo duplo e palhetadas rápidas. “Blackened Star” também não alivia e acaba que isso torna a “Wandering Through Endless Dimensions” cativante, por ser a primeira que opta por uma cadencia mais ponderada e mostra um solo muito bem trabalhado. Há mais espaço para melodias nessa hora e a ”The Darkest Horizon” intercala partes curtas de solo com boas bases, além da guitarra matadora de sua introdução.

Se até então, mesmo com essas alternâncias, a banda manteve uma constância de elementos característico do estilo, em “New Gods” isso muda e vai para o Thrash Metal, com um ritmo mais simples. Consequentemente, o som ganhou espaço para mais harmonias. A “The Time Device” segue no mesma linha e somente em “The River of Time”, com partes limpas de instrumental e vocal, que a banda encerra a fase calma num clima mais introspectivo.

Das duas últimas músicas do disco, a longa “Alter the Past” surpreende pela empolgação de sua introdução e “Darkness Conceived” encerra a saga do disco onde, além do excelente trabalho de guitarras e bateria já mencionadas, temos um bom trabalho vocal e um baixo bem versátil, com seu destaque em vários momentos.

“The River of Souls” é um disco não comercial e não foi feito para qualquer pessoa assimilar, devido a sua longa duração e conceito rebuscado. E é justamente isso que mostra a genialidade do DarkRazor, pois criaram várias atmosferas dentro da temática, mantiveram a qualidade de composição e produção do início ao fim e conseguiram fazer os 75 minutos de audição extremamente agradáveis de se escutar. Isso não é para qualquer um e o resultado não poderia ser nada menos do que algo excepcional.

Victor Augusto

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