Independente
#DeathMetal, #ProgressiveDeathMetal
Nota: 8,0
Não é de hoje que várias bandas vão além do Death Metal tradicional, levando ao extremo a arte de tocar seus instrumentos. Tal prática se deve ao fato de evitar o desgaste da repetição do que foi criado por bandas como Morbid Angel, Obituary, Deicide ou o próprio Death. O Dark Waters End é mais uma banda que segue nesta linha (que alguns chamam de evolução, mas não vou entrar no mérito), apresentando seu primeiro disco completo.
Digamos que o principal atrativo é a forma que eles pegam algo que soaria como Suffocation ou Cannibal Corpse e moldam com uma técnica absurda, flertando com um lado bem progressivo e umas pitadas de New Metal.
Músicas como “Congenital Vice” e “Hell Can’t Be Worse” mostram a proposta da banda, descarregando todos os elementos citados em inúmeras variações de andamento dentro da mesma música. Ao mesmo tempo que impressiona, o som acaba se perdendo, pois soa como se tivéssemos umas três músicas quebradas em uma só. Não que seja ruim, mas dificulta na assimilação e cria a ausência de uma faixa marcante.
“Submersion” pode não mostrar totalmente uma identidade sonora da banda, mas deixa nítido que temos uma bomba prestes a explodir em termos de potencial. Com o tempo e estrada, a banda mudará esse panorama, angariando fãs e soltando excelentes discos.
Victor Augusto
