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Death Dealer – “Reign of Steel” (2026)

Death Dealer – “Reign of Steel” (2026)

Massacre Records
#HeavyMetal

Para fãs de: Judas Priest, Running Wild, Rage

Texto por Will Menezes

Nota: 8,0

Começando 2026 com uma grata surpresa, os californianos do Death Dealer nos recebem com um petardo do mais puro e visceral metal tradicional. Sem melindres, sem enfeites. Este é o quarto trabalho de estúdio do supergrupo, que conta com nomes veteranos de peso como Michael LePond (Symphony X) no baixo, Sean Peck (Cage) nos vocais, e Ross “The Boss” (ex-Manowar) e Stu Marshall (Empires of Eden) nas guitarras.

O álbum foi escrito durante a pandemia, somando cinco anos de trabalho e produção, e se inspirou naquele momento da humanidade para desenvolver sua temática conceitual distópica. A audição começa com a intro “Assemble”, que se conecta rapidamente a um cartão de visitas meteórico em “Devil’s Triangle” e à oitentista “Riding on the Wings”, excelentes resumos do que está por vir. Sem tempo para respirar, surge a faixa de trabalho “Bloodbath”, com uma abertura thrash excepcional, certamente um dos grandes destaques do álbum, ao lado de “Dragon of Algorath”.

“Reign of Steel” é uma audição extremamente consistente. A produção e a masterização estão em alto nível e realçam os principais pontos fortes do trabalho. Os vocais de Sean Peck soam claros, agressivos e poderosos como um soco no estômago; os trabalhos de guitarra são coesos e viscerais; e a cozinha formada por Mike LePond e Steve Bolognese (Into Eternity) simplesmente dispensa maiores elogios.

O álbum apresenta poucos momentos de calmaria, o que pode afetar levemente sua dinâmica e soar intenso de forma quase exagerada em alguns trechos. Ainda assim, ao observar o trabalho como um todo, fica evidente tratar-se de um álbum coeso, bem estruturado e fiel à essência do bom e velho heavy metal. Não é um disco para momentos contemplativos: aumente o volume, alongue o pescoço e deixe o peso e a visceralidade do trabalho desses veteranos fazerem o resto.

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