Death To All – Carioca Club, São Paulo/SP (24/02/2026)
Produção: Overload
Assessoria: Tedesco Comunicação & Mídia
Texto por Lucca Ferreira
Fotos por Alessandra Rosato
2026 ainda nem encerrou o seu primeiro mês e os fãs de death metal já tiveram o primeiro grande evento do ano. No último sábado (24), rolou no Carioca Club o show do Death To All, banda que, como a maioria sabe, presta tributo ao lendário Death e ao seu líder e mentor, Chuck Schuldiner (falecido em 2001). O lineup conta com três ex-membros da banda — Bobby Koelble (guitarra), Gene Hoglan (bateria) e Steve DiGiorgio (baixo) — além do vocalista e guitarrista Max Phelps, conhecido por seu trabalho à frente do Exist, que faz um trabalho primoroso ao interpretar as músicas do saudoso Chuck Schuldiner
A banda se apresentou no Brasil pela primeira vez no distante ano de 2014, retornando apenas dez anos depois, em 2024. Felizmente, parecem ter gostado da experiência, já que a repetiram dois anos depois.
Na ocasião, estavam sendo promovidos os álbuns Spiritual Healing e Symbolic, comemorando 35 e 30 anos de seus respectivos lançamentos, além da execução de clássicos de outros discos da banda.
Com o cumprimento certeiro do horário previsto para o início da apresentação (19h), o quarteto subiu ao palco sob os gritos de uma plateia faminta, que não parava de crescer na pista e nos camarotes do Carioca Club. Abriram a apresentação com “Infernal Death” como intro, seguida de “Living Monstrosity” e “Defensive Personalities”, dando início imediato à celebração do Spiritual Healing. Sob os gritos do público e após uma breve pausa, Steve DiGiorgio “brinca” brevemente com o baixo e introduz “Lack Of Comprehension”, momento em que o álbum Human foi lembrado.
A partir daí, houve uma bela mescla de canções de fases variadas do Death: “Altering The Future”, “Zombie Ritual”, “Within The Mind”, “The Philosopher” e “Spiritual Healing” formaram uma sequência brutal que levou o público ao delírio. Vale mencionar as execuções perfeitas por parte dos quatro músicos no palco; em alguns momentos, parecia que era o próprio disco sendo reproduzido nas caixas de som, tamanha era a precisão e o entrosamento.
A partir desse ponto, iniciou-se um dos momentos mais altos da noite: a celebração de Symbolic, com o álbum sendo tocado na íntegra — algo que nem o próprio Death chegou a fazer. Sim, caro leitor, é isso mesmo: todas as faixas de Symbolic executadas em sequência.
Nem mesmo um breve problema técnico na guitarra de Bobby Koelble, durante a faixa-título do álbum, foi capaz de diminuir a grandeza do que acontecia naquele momento. Para ser sincero, se existe algo negativo a ser comentado a respeito do show, foi a pausa entre as músicas, o que tirou um pouco do dinamismo que uma apresentação desse tipo pede. Isso ocorreu ao longo de toda a performance.
Ao final da execução matadora das nove músicas de Symbolic, o show se aproximava do fim. Como encerramento, a banda revisitou o último álbum lançado pelo Death, The Sound Of Perseverance (1998), com a clássica “Spirit Crusher”, e encerrou a noite voltando ainda mais no tempo, ao Leprosy (1988), com a já conhecida “Pull The Plug”.
Sem a menor dúvida, foi um tributo à altura da grandiosidade que o saudoso Chuck Schuldiner — e sua obra, igualmente grandiosa — merecem. Um tributo feito por pessoas que fizeram parte de sua trajetória e que sabem que esse legado jamais morrerá, devendo ser sempre celebrado por eles e pelos milhões de fãs que a banda ainda possui ao redor do mundo, mesmo após mais de 25 anos de seu fim.
Obrigado Overload e Tedesco Comunicação & Mídia pela parceria no credenciamento.
Setlist:
Infernal Death (intro)
Defensive Personalities
Altering The Future
Lack Of Comprehension
Altering The Future
Zombie Ritual
Within The Mind
The Philosopher
Spiritual Healing
Symbolic
Zero Tolerance
Empty Words
Sacred Serenity
1000 Eyes
Without Judgement
Crystal Mountain
Misanthrope
Perennial Quest
Spirit Crusher
Pull The Plug

