DeathCall – “Eternal Darkness” (2018)
Independente
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Obituary, Deicide, Cannibal Corpse
Nota: 7,0
Basta uma conferida nas primeiras duas faixas deste “Eternal Darkness”, primeiro álbum da banda neozelandesa Deathcall, pra entender a proposta: criar composições no estilo old-school do death metal, com bateria, seca, rápida e precisa, usando os blast-beats pontualmente, riffs carnudos e solos cortantes surgindo das guitarras de timbragem suja, vocais guturais cavernosos e produção com a organicidade fétida da primeira geração da escola norte-americana.
Não existem espaços para inovações, os esperados esbarrões na técnica do Thrash Metal e na brutalidade do Grindcore se confirmam, assim como as passagens groovadas e clichês que tornam “Eternal Darkness” exemplo de mais do mesmo infalível. Você se pega pensando “já ouvi isso antes em algum lugar” com a mesma frequência que pratica ‘air guitar’, ‘air drums’ e pratica o sempre saudável headbanging.
No quesito ousadia, podemos dizer que “Halls of Assumption” se destaca com andamentos mais variados e aquelas “paradinhas mortais”. Também podemos destacar “Cauldron of Conspiracy” pela referência óbvia ao Obituary.
No mais, “Eternal Darkness” é o que se espera de uma banda que decidiu praticar um estilo que lhe agrada com energia e determinação, porém, longe da excelência dos grandes nomes cânones, nada além disso.
Se você é um “tarado” por death metal à moda antiga, creio que vale conferir!
Marcelo Lopes Vieira
