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Deathgeist – “666” (2019)

Deathgeist “666” (2019)
Independente
#ThrashMetal#OldSchoolThrashMetal

Para fãs de: Metallica (antigo), DestructionKreatorExodusVenomPossessed

Nota: 9,0

Nos últimos anos, o estilo Thrash Metal começou a incorporado a outras tendências mais modernas como o Groove Metal e até Hardcore, dando maior ênfase à melodia, levadas mais técnicas de bateria e, principalmente ao peso mais brutal dos riffs, abaixando ou não o tom.

É ruim? Nunca! Jamais! E eu sou um grande fã de Thrash, seja ele o mais ‘old school’ ou o mais moderno. A violência continua intacta, mas aquela sujeira de antigamente foi dando lugar a uma sonoridade mais polida e mais “tecnológica” por conta das produções modernosas, se assim podemos dizer. O próprio Exodus é um bom exemplo disso.

Aquele estilo cortante, cru, veloz, sem mirabolâncias e sujo ainda existe por todo o globo e vai muito bem obrigado. Em nossas terras bandas como WoslomForkillProphecy e o próprio Deathgeist, citando só algumas senão eu ficaria um mês escrevendo, são provas cabais disso.

Tive o prazer em resenhar o primeiro e homônimo álbum desses thrashers paulistanos em 2017, e agora “666”, segundo trabalho de estúdio, me chega em mãos. Após a audição, o sentimentos continua o mesmo! É sempre engrandecedor ouvir bandas com essa pegada mais clássica, esbaldando adrenalina, energia e muita, mais muita agressão sonora nos remetendo aos primórdios do surgimento do estilo, onde o sentimento e a alma vinham acima de tudo.

“666” continua praticamente de onde “Deathgeist” parou. Não temos inovações pois o Thrash da banda não precisa disso e fugiria de sua proposta, mas temos uma produção mais aprimorada, mas sempre calcada na crueza. Além disso, uma maior criatividade nos riffs e solos empolgam ainda mais em relação ao primeiro álbum, aliás baita dupla de guitarra hein??? Victor Regep e Adriano Perfetto são como unha e carne! Meu único porém pessoal, que diga-se de passagem não atrapalha em nada, vai para o volume da bateria de Goro estar um pouco mais alto que os demais instrumentos, e o baixo de Mauricio Cliff Bertoni estar um pouco apagado na mixagem final. Como disse e assumo, isso é problema meu mesmo (risos). Eu deixaria as guitarras mais altas para dar uma maior nuncia nas 9 faixas presentes (desconsiderando a primeira por ser uma introdução bem sinistra e climática em piano), e com isso o peso ficaria ainda mais evidente como um massacrante rolo compressor.

O Deathgeist conseguiu unir a sujeira ‘old school’ das duas escolas do Thrash, americana e europeia, de forma única e totalmente cativante, e só por isso a avaliação já começa alta! Uma mistura causticante de Exodus de “Bonded By Blood”, Kreator de “Pleasure To Kill” com o lado mais Speed/Heavy Metal de Venom e Possessed. Inclusive a voz de Adriano Perfetto (ex-Bywar) consegue ser uma versão esporrada e híbrida de Schmier (Destruction) com Cronos (Venom). Tem como ser ruim?

Está na dúvida ainda? Escute “Human Slaughter”, “Creepshow”, “Returning To Sodom” e se mate! No bom sentido, é claro (risos).

Johnny Z.

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