Ícone do site METAL NA LATA

Debauchery – “Monster Metal” (Split Album/2021)

Debauchery“Monster Metal” (Split Album/2021)
Massacre Records
#DeathMetal, #GrooveMetal, #RockNRoll, #HeavyMetal

Para fãs de: Gwar, Lordi, Six Feet Under, AC/DC

Nota: 7,5

Esse pessoal conseguiu elevar o conceito de “split” a um novo patamar. Três bandas dividindo o mesmo trabalho, cada qual ocupando um cd (!!); sendo assim, “Monster Metal” compõe um álbum triplo protagonizado por Debauchery, Balgeroth e Blood God. Como se não bastasse tudo isso, as três bandas compartilham alguns integrantes entre si. Isso que é produtividade. Queria ser assim no meu trabalho.

Assim sendo, vamos direto ao ponto: os alemães do Debauchery são uma espécie de Gwar travestido de Lordi com algo de Berzerker, ou seja, o visual dos caras é assombroso com pitadas de caricato. Seu som, nomeado pelos mesmos de “Monster Metal”, nada mais é que um Death/Rock ‘n’ Roll muito pesado, repleto de groove e pontuado por vocais mega guturais, onde o maior destaque são o andamento mais cadenciado e os refrãos pegajosos.

Os caras tentam fazer de sua sonoridade algo de destaque, diferenciado, agindo como “divindades” criadoras de algo único, mas não fogem do estigma de apenas uma boa banda com apelo visual latente. Dá pra se divertir bem com “Bloodking” (contando com a presença de Tim “Ripper” Owens), “Metal to the Bone” (um rockão pesado e com refrão pegajoso que te faz cantar junto até de madrugada) e “Debauchery Blood God”, mas não vai muito além disso.

O Balgeroth eu achei um tanto que desnecessário já que os mesmos parafraseiam cinco das composições presentes no disco do Debauchery, quase na mesma seqüência, todas com arranjos simplesmente idênticos, com apenas uma única diferença: são cantadas em alemão. “Bloodking” virou “Blutgott”, “Skull Mountain” virou “Die Belagerung Von Knochenrein” (será que escrevi certo?), “Metal to the Bone” virou “Böse Bis Ins Blut”, e por aí vai. São exatamente as mesmas composições, cuspidas e escarradas, e somente a mudança do idioma não as diferenciou em nada, apenas deixou algo curioso.

Já o Blood God tem uma pegada AC/DC muito evidente, a começar pelo vocal, que emula um pouco do vocal “pato esganiçado” de Brian Johnson, e funciona até bem. Particularmente, achei a melhor banda do disco: empolgante, divertida e pesada, como o Rock/Metal deve ser.

Vamos cantar juntos com “Monster Metal”, “The Godmachine Marchs to War” e “Blood God Eternal” e esquecer um pouco dos problemas, porém, como dizia minha saudosa e amada mãezinha: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Pra mostrar quem é que manda nessa joça, o Blood God ainda é obrigado a prestar tributo ao Debauchery com versões de “Debauchery War Machine”, “Blood God Eternal”, “Debauchery Blood God” e “Metal to The Bone”, que ficaram muito melhores que a dos anfitriões. Procurei o sentido disso, mas estava muito cansado e deixei pra lá!

Enfim, “Monster Metal” poderia ser mais enxuto, composto pelo melhor das três bandas em um único disco. Esse formato megalomaníaco soa um tanto cansativo, no entanto, pinçando seus bons momentos aqui e acolá, dá pra se divertir sem grandes pretensões.

Ricardo L. Costa

Sair da versão mobile