Deep Purple - “Copenhagen 1972” (2013/2018) (Relançamento)
earMUSIC | Shinigami Records
#ClassicRock, #HardRock
Para fãs de: Led Zeppelin, Cream, Black Sabbath
Nota: 9,5
Às vésperas do lançamento de “Machine Head”, em março de 1972, o Deep Purple se apresentou em Copenhague, na Dinamarca. O registro, lançado oficialmente mais de três décadas mais tarde como parte do DVD “Live in Concert 1972/73”, acaba de voltar às lojas sob nova alcunha. Como parte integrante da Official Deep Purple (Overseas) Live Series, o agora chamado “Copenhagen 1972” traz Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclados), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria) em seu melhor habitat, mostrando o porquê de seus ao vivos estarem sempre entre os mais cultuados da história do rock.
No decorrer do álbum duplo, ouvimos números como “Highway Star” (já uma excelente abertura de show) e “Lazy” direto do esboço, uma versão sideral de “Space Truckin'”, com Ritchie recorrendo às alavancadas em larga escala e fazendo uso indiscriminado do botão de volume de sua strato, e um cover de “Lucille”, de Little Richard. Temos ainda “The Mule” — a “Moby Dick” do Purple, onde Paice atesta que é possível espancar uma bateria preservando a elegância no toque —, “Strange Kind of Woman” — cuja letra conta a trágica história de um amigo de Gillan que após muito batalhar para conquistar a mulher dos seus sonhos, casou-se com ela e, três dias depois a enterrou — num arranjo meio chamada e resposta que inclui a matriz de todos os improvisos que Yngwie Malmsteen faria em sua carreira, e “Fireball”, que, após o lançamento de “Machine Head”, perderia o posto no repertório para “Smoke on the Water”.
Para fazer valer o investimento — como se isso fosse necessário tendo em vista o público consumidor de material das inegáveis bandas clássicas —, o CD 2 inclui três faixas gravadas em Nova York em 1973, entre elas “Smoke on the Water”, além de uma entrevista concedida a uma rádio australiana em 1971 que eu, certo de que a vida é muito curta para bonus tracks sem sentido, me reservei ao direito de ignorar.
Marcelo Vieira
