Despised Icon – “Purgatory” (2019)

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Despised Icon – “Purgatory” (2019)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#Hardcore#Metalcore#Deathcore

Para fãs de: Carnifex , Cattle DecapitationSuicide Silence

Nota: 8,0

Considerada como uma das bandas pioneiras do Deathcore, a canadense Despised Icon chega ao seu sexto álbum de estúdio despejando toda a fúria que o estilo necessita. Guitarras nervosas e agressivas, bateria massacrando os tímpanos e um vocal muito mais Death Metal do que Hardcore. Ou seja, uma máquina de moer ossos.

“Purgatory” contém 12 faixas movidas a guitarra e muita, mas muita agressividade e peso. Composta por Alex Erian (vocal), Steve Marois (vocal), Eric Jarrin (guitarra), Bem Landreville (guitarra), Sebastian Piche (baixo), Alex Pelletier (bateria) e Yannick St-Armand (samplers), a banda foi formada em 2002 em Montreal.

Este novo trabalho é muito interessante, mas em um primeiro momento indicado apenas para os fãs do estilo. Não que o grupo se limite a algum tipo de limite, o que fica claro, principalmente ao analisarmos as passagens bem trabalhadas das guitarras, bem como o trabalho muito bem executado pela dupla baixo/bateria. Mas o estilo possui um certo preconceito por uma boa parcela de headbangers, muito mais pelo visual das bandas do que pela sonoridade por elas apresentada.

“Dernier Soufle” é uma faixa instrumental que abre o álbum, mas que nada tem a ver com todo o peso e sujeira que virão logo na seqüência. E isso fica nítido logo na faixa título, que vem na seqüência. A bateria insana de Alex é uma coisa perturbadora, tamanha a velocidade e técnica que o baterista empresta ao seu kit. Da mesma forma, a dupla de guitarristas consegue alinhas peso e variação no decorrer dos 3 minutos e 47 segundos. “Light Speed” é outro coice na boca do estômago. Uma coisa que é comum á todas as faixas é a variação entre os vocalistas, mas não temos aqui aquela prática do vocal gutural e limpo, sendo que os dois vocalistas se enveredam pela linha mais gutural, e soam nitidamente diferentes durante a execução das faixas.

Ainda, merecem destaque faixas como “Snake in the Grass”, “Moving On”, que inicia de forma orquestral (cortesia dos samplers), mas que ganha peso e muita intensidade durante sua execução, “Apex Predator” que guarda certa aproximação com o Thrash Metal e “Legacy”, outro grande momento de interação entre a técnica dos músicos.

Um trabalho que nos mostra uma banda de muita qualidade. Mesmo que não seja assimilado diretamente, aos poucos o álbum vai ganhando forma e se torna bastante agradável aos ouvidos. Mas somente aqueles acostumados a violência e agressividade do estilo.

Sergiomar Menezes

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