Destroyers Of All – “The Vile Manifesto” (2019)
Mosher Records
#DeathThrash, #ThrashMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Suffocation, The Black Dahlia Murder, Arch Enemy
Nota: 8,5
A banda portuguesa Destroyers of All chega ao seu segundo álbum (o grupo conta ainda com um EP lançado em 2013), praticando uma interessante e consistente mistura de Thrash e Death metal, com uma pegada mais voltada ao Thrash europeu. Mais cru e direto, o grupo aposta no excelente trabalho de guitarras de Guilherme Busato e Alexandre Correia. Criada em 2011, a banda direciona sua música por um lado mais progressivo, mas, mas dentro de sua proposta, sem nenhum tipo de “masturbação instrumental” como algumas bandas fazem apenas para mostrar a técnica de seus músicos. O que, definitivamente, não é o caso aqui.
Uma ótima produção, que soube explorar a sonoridade do grupo de forma correta, deixa a criatividade e agressividade do grupo ainda mais nítida. Faixas cheias de rispidez e brutalidade como “Tohu Wa-Bohu”, “False Idols”, uma das melhores, pesada, rápida e que em sua execução ganha momentos mais cadenciados intrincados aa passagens mais voltadas ao lado Death Metal do grupo, aliadas a um solo de guitarra matador, “Destination Unknown”, um Thrash arrasa quarteirão, “Break The Chains”, muito bem trabalhada, trazendo o lado progressivo do grupo e com uma interpretação muito boa por parte do vocalista João Mateus, “The Dead Valley”, arrastada e cadenciada, uma faixa na linha “Immortal Sin” do Fight (guardadas as devidas proporções), “Sheol”, outra belo momento porradaria assim como “Ashmedai” e “Hellfall”, mostram o poderio do quinteto português.
Outro ponto que merece ser destacado é o entrosamento da cozinha composta por Bruno da Silva e Filipe Gomes, baixo e bateria respectivamente. Pesada e técnica, a dupla cria bases bem estruturadas e sólidas, deixando tudo pesado e brutal.
“The Vile Manifesto” é um álbum perfeito para quem curte o lado mais agressivo do Thrash e mais brutal do Death. Uma banda mais do que pronta para inserir seu nome no disputado e complicado cenário do metal europeu.
Sergiomar Menezes
