DevilDriver – “Strike and Kill” (2026)
Napalm Records
#GrooveMetal #MelodicDeathMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Machine Head, Slipknot, Arch Enemy
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Chegando ao seu 11º álbum de estúdio, mais de 20 anos após sua estreia, o DevilDriver ainda tem muito a entregar. Após uma significativa mudança de formação, especialmente com a entrada do guitarrista e produtor Gabe Mangold (Enterprise Earth), a banda renasce com ainda mais brutalidade e técnica em “Strike and Kill”, lançado pela Napalm Records.
Mesmo falando em brutalidade, o novo trabalho não representa um retorno completo às origens de “The Last Kind Words” (2007) e “The Fury of Our Maker’s Hand” (2005). Em vez disso, mantém o Groove Metal como base, adicionando fortes doses de Death Metal, mais do que suficientes para agradar aos fãs com uma explosão visceral.
Se os álbuns anteriores mostravam uma banda capaz de se reinventar e revelar novas camadas de sua personalidade, “Strike and Kill” é um soco no estômago: direto, violento e sem enrolação. Aqui existem apenas riffs selvagens e os vocais de Dez Fafara destilando brutalidade sem qualquer misericórdia. O disco serve como exemplo de como uma banda pode incorporar elementos modernos sem se curvar às exigências comerciais, mantendo uma fórmula em que Death Metal melódico, Thrash Metal, Hardcore e Groove Metal colidem de maneira extremamente eficiente. Tudo isso é envolvido por atmosferas sombrias e uma evolução técnica evidente. Os riffs aparecem em abundância, enquanto a agressividade despejada faz boa parte das bandas de Metal moderno soar como uma simples cantiga de ninar.
“Dig Your Own Grave” abre o álbum com uma explosão conduzida pela bateria de Davier Pérez, que entrega batidas rápidas e precisas, mantendo o ritmo acelerado com o apoio constante dos bumbos duplos. O groove aparece em doses cavalares e certamente irá machucar os mais sensíveis que se arriscarem a acompanhar seu ritmo.
“Dead in the Water” tem tudo para se tornar um novo hino da banda e apresenta uma das sonoridades mais ferozes já produzidas pelo DevilDriver. Blast beats estrondosos, o baixo pesado e pulsante de Jon Miller e as guitarras de Gabe Mangold e Alex Lee, responsáveis por um solo devastador, funcionam como uma verdadeira bomba sonora que destrói tudo pelo caminho. O refrão, interpretado com enorme intensidade por Dez Fafara, certamente funcionará muito bem ao vivo.
“Sanctified in Scars” é o grande destaque do álbum, sustentada por uma levada carregada de groove, em que a cozinha domina completamente o andamento e constrói uma parede sonora tão sólida que apenas o breakdown monstruoso da própria música é capaz de derrubá-la. Sem dúvidas, um dos mais pesados do ano.
A faixa-título aposta em uma sonoridade bastante próxima do Machine Head, com vocais poderosos se unindo a um ritmo fortemente influenciado pelo Thrash Metal, convidando todos para o mosh pit. Já “Ride or Die” mantém a velocidade elevada e apresenta riffs que lembram bastante o Arch Enemy, principalmente pela agressividade dos vocais e pelas guitarras mais sujas e robustas.
“All Bets Are Off” encerra o disco reunindo tudo o que a banda apresentou até aqui: ataques certeiros da bateria, muito groove, riffs feitos para esmagar crânios e vocais tão poderosos que intimidam até o ouvinte mais acostumado com esse tipo de sonoridade. É a declaração final mais venenosa que Dez Fafara já desferiu.
Ao chegar ao fim do álbum, fica a sensação de ter sido atropelado por um caminhão, tamanha a potência das músicas apresentadas. Cada riff, cada batida e cada palavra despejada são absolutamente letais, mostrando uma banda que retornou com sangue nos olhos e muita atitude. “Strike and Kill” figura entre os melhores álbuns da carreira do DevilDriver e, sem dúvida, entre os grandes lançamentos de 2026.





