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Dimmu Borgir – “Puritanical Euphoric Misanthropia & Dust Of Cold Memories” (2001) (Relançamento 2023)

Dimmu Borgir – “Puritanical Euphoric Misanthropia & Dust Of Cold Memories” (2001) (Relançamento 2023)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#BlackMetal #SymphonicBlackMetal

Para fãs de: Cradle of Filth, Old Mans Child, Bathory, Borknagar

Nota: 9,0

A cena black metal norueguesa estourou nos anos 90, com nomes como Immortal, Darkthrone, e Gorgoroth, e com eles o Dimmu Borgir entrou na onda. Seus primeiros trabalhos completos, “For All Tid” (1994) e “Stormblåst” (1996) não os deu – até aquele momento – o status que viriam alcançar, mas foram o bastante para a chamar a atenção da Nuclear Blast.

Com o lançamento de “Enthrone Darkness Triumphant” (1997), a banda se lançou para o mundo tamanha a sua criatividade, usando e abusando de melodias de teclado e já moldando o estilo ao qual iriam se tornar referência, o Symphonic Black Metal

Após os ótimos “Godless Savage Garden” (1998) e “Spiritual Black Dimensions” (1999), a banda queria mais.

Mesmo com uma considerável mudança de formação, e com o intuito de montar uma verdadeira seleção de craques do Death/Black Metal, o Dimmu Borgir lançou tempos depois aquele que viria a ser o seu mais famoso e impactante trabalho, o fantástico “Puritanical Euphoric Misanthropia” (2001). O impacto já começou na capa original, daquelas que você via na vitrine das lojas e de cara chamava a atenção.

A própria embalagem do box era um slipcase em edição especial super caprichado e que na época vendeu horrores. A banda atingiu o auge de sua maturidade com o lançamento do álbum seguinte, o espetacular “Death Cult Armageddon” (2003) que contém o maior hit da carreira do Dimmu, o hino “Progenies of the Great Apocalypse”.

O tempo passou, e a banda se tornou um trio, poucos novos álbuns nesses últimos 20 anos até que do nada, a banda decide relançar uma nova versão de seu trabalho mais marcante, aquele que os lançou ao estrelato.

Não se trata de uma regravação, mas sim de um cuidadoso processo de remixagem e remasterização e, em linhas gerais, a principal diferença que se nota em relação ao lançamento original é uma inserção de diversos arranjos orquestrais, o que dá um ar mais pomposo e menos Metal ao disco.

É inegável que o trabalho ficou com uma cara bem mais próxima em relação que o Dimmu tem lançado mais recentemente, em especial os seus 2 últimos álbuns lançados em 2010 e 2018, respectivamente. As faixas bônus “Burn in Hell” e “Devil’s Path” inclusas aqui, são exatamente as mesmas versões do lançamento original.

Ainda há no pacote um CD bônus indicado aos colecionadores mais aficionados, intitulado “Dust of Cold Memories”. Nele, o que encontramos são faixas em pré-produção e gravações caseiras, ou seja, o esboço das faixas que viriam a fazer parte deste grandioso trabalho. Nada mais do que um mero e curioso material que, de novo, só agradará aos mais fanáticos.

Ao que parece, o Dimmu Borgir parece estar sofrendo de uma certa falta de criatividade e inspiração, já que seus trabalhos novos estão demorando muito a serem lanãdos. Foram quase nove anos de espera até o lançamento de “Eonian” (2018), e já passamos de 5 anos deste e nada de material novo.

Relançar este pacote aqui, em formato digipack triplo de luxo, foi talvez a fórmula encontrada para amenizar a espera e ansiedade dos fãs. O que virá a seguir ninguém sabe, mas que será muito badalado quando sair, isso não restam dúvidas. Que venha logo!

Mauro Antunes

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