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Dion Bayman – “Better Days” (2018)

Dion Bayman “Better Days” (2018)
Art Of Melody Music | Burning Minds Music Group
#MelodicRock#AOR

Para fãs de: Bon Jovi (atual)

Nota: 7,5

Por mais válida que seja a definição, tratar Dion Bayman por “resposta australiana tardia a Bryan Adams” é desprezar o fato de que o cara além de tocar todos os instrumentos nesta sua terceira empreitada também assina a produção, a mixagem e a masterização da parada; ou seja, o lance é solo elevado à enésima potência.

Tal definição também seria injusta por restringir Bayman a um tipo de som que pode soar datado para alguém cujos ouvidos anseiam por novidades. Ainda que as raízes estejam no que de mais radiofônico os saudosos anos 1980 conceberam, o sujeito parece recorrer a nomes mais contemporâneos como o cantor country Keith Urban — que concorre ao Grammy este ano — e Rob Thomas, do Matchbox Twenty, por exemplo.

“Ready for the Real Thing” abre o placar com um discurso de motivação que só poderia ter sido escrito por alguém que já apanhou muito nessa vida e, mesmo assim, segue na luta. O volume do teclado incomoda de leve — esse é um ponto negativo comum a todas as dez faixas —, mas a força do refrão converte o tropeço técnico numa onda de empolgação. Já “The Best Times of My Life” faz, em termos de letra, o que o Bon Jovi vem fazendo há pelo menos uma década: olhar para o passado com um nada resignado — ou muito bem disfarçado — saudosismo.

Com o violão fazendo as honras, “Fallin’ for You” é o tipo de som que não faria feio num álbum solo de Ted Poley. Ou quem sabe até num novo álbum do Danger Danger, caso contasse com um solo de verdade. Na sequência, “Pieces” revela-se uma das melhores, apesar do tratamento excessivamente eletrônico e, consequentemente, artificial demais para os padrões do álbum.

Mais adiante, um 5 Seconds of Summer para adultos (“Cold”) e nova pegadinha do Mallandro com a introdução techno de “If I Could”. Apesar dos clichês (“If you’re my queen, then I’ll be your king”, entre outras rimas exploradas à exaustão ao longo dos anos, a saideira de “Better Days” encerra o álbum com o astral lá no alto e a expectativa de mais lançamentos deste nível — OK, talvez com um pouco menos de gás nos teclados — pelo Bryan Adams da Austrália.

Marcelo Vieira

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