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Dukes of the Orient – “Dukes of the Orient” (2018)


Dukes of the Orient
 – “Dukes of the Orient” (2018) 

Frontiers Music
#AOR#MelodicRock#ProgRock

Para fãs de: AsiaTotoYes, GTR, Flying Colors

Nota: 9,0

Os primeiros momentos de “Brother In Arms”, faixa de abertura deste álbum de estréia do Dukes of the Orient deixa clara qual será a proposta da banda: AOR classudo, de melodias bem trabalhadas, vocais dramáticos, refrões infalíveis, teclados equilibrados entre a melodia acessível e o sinfônico, guitarras requintadas (como na abertura quase erudita de “Give Another Reason”, entre as duas melhores do repertório) e fortes doses de progressivo, numa moderna ode aos anos 1980.

O duo é completado pelo vocalista John Payne, que também gravou todas as guitarras e baixo do trabalho, e pelo tecladista Erik Norlander. A parceria entre os dois surgiu no Asia Featuring John Payne, quando Geoff Downes deixou a banda para se reunir com a formação original do Asia,e Norlander veio substituí-lo.

À época, junto com os dois tínhamos Guthrie Govan e Jay Schellen, que cumpriram as datas previamente marcadas e chegaram a ir para o estúdio, de onde surgiram as composições que vemos nesse primeiro álbum, agora somente com Payne e Norlander.

E pra quem se emociona com aquele requintado Rock radiofônico dos anos 1980, não há o que reclamar. É melodia em prol do Rock (ouça “Amor Vincit Omnia” e entenda o que quero dizer), mas ainda assim acessível, como fizeram em outros tempos Steely Dan, Toto, Asia e GTR, com destaque a faixas como “Strange Days” (com sabor de trilha sonora de filme dos anos 1980), “A Sorrow’s Crown” (com melodias à lá Survivor), e “Fourth Of July” (mais Asia, impossível).

Ainda vale ressaltar que acertaram muito a mão na produção, que graças a mixagem analógica deu um sabor orgânico bem vindo às composições, longe da artificialidade da compressão digital ou dos excessos de equalização e distorções saturadas. Porém, sem deixar aquele clima datado. Tanto que “Time Waits For No One” chega a lembrar o primeiro álbum do Flying Colors.

Indicadíssimo!

Marcelo Lopes Vieira

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