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Eclipse – “Wired” (2021)

Eclipse“Wired” (2021)
Frontiers Music

#MelodicRock, #HardRock, #AOR

Para fãs de: W.E.T., H.E.A.T., One Desire, Vega

Nota: 7,0

Muitos anos atrás uma onda de bandas vindas da Suécia, lançadas em sequência através do selo Frontiers, invadiram o Rock Melódico. Tratada como o “renascimento do Hard Rock”, essa onda acabou por fazer as bandas seguirem uma determinada fórmula que dificultava a diferenciação entre elas. Através dos anos e álbuns, cada uma foi refinando e redefinindo seu som e com isso criando sua identidade, mas desde o início havia um destaque: Erik Mårtensson.

Com uma impressionante qualidade musical e vocal, demonstrada nos álbuns do Eclipse, W.E.T. e em outros projetos que produziu, tocou e/ou cantou, ele, infelizmente, nasceu três décadas atrasado para obter o crédito que realmente merece.

Corroborando o parágrafo acima, depois do excelente “Paradigm” de 2019, Mårtensson lançou o quarto álbum do WET em 2021 (o melhor álbum do ano passado na minha humilde opinião) e, na época, minha resenha terminou com a seguinte frase: “Composto do mesmo raro material dos grandes clássicos “Retransmission” é o sonho de consumo de todo fã de rock melódico. Perfeito. Impecável. Uma obra-prima!”.

Era, então, de se esperar que houvesse uma trégua, um descanso para que novas ideias surgissem, mas Mårtensson parece que “descansa carregando pedra” e no mesmo ano retornou com um novo álbum do Eclipse: “Wired”.

Felizmente a dupla original Mårtensson e o guitarrista Magnus Henriksson continua sendo o cerne do som da banda, acompanhados pela cozinha dos irmãos Philip (bateria) e Victor (baixo) Crusner, na banda desde 2015 e 2019, respectivamente.

Mas será que eles alcançaram o intuito de pelo menos ser tão bom quanto o último álbum?

A abertura contagiante à 200km/h de “Roses On Your Grave”, a previsibilidade pegajosa de “Dying Breed”, a melodia Folk/Celta a la Big Country de “Run For Cover”, ou ainda a frágil, sutil e mesmo assim enérgica “Carved In Stone”, sem esquecer a dramática e intensa “Poison Inside My Heart”, a cativante “Bite The Bullet” e a arrebatadora “Dead Inside” para citar algumas, trazem refrãos impressionantes, melodias requintadas, riff matadores, solos arrepiantes e a perfeita harmonia das guitarras distorcidas com uma cozinha pulsante, que é a assinatura da banda.

“Wired” retrata um Hard Rock melódico primorosamente executado, mas se algo pode ser criticado é a construção de várias músicas ser muito parecida com outras (inclusive de outros álbuns). Isso gera uma perda de impacto que não chega a comprometer a obra, mas gera uma previsibilidade preocupante.

Algum grupo, dentro do estilo, é mais consistente do que o Eclipse? Acho que não. Então se você gostou dos álbuns anteriores provavelmente vai adorar esse, mas, apesar de superar muitas produções do estilo, “Paradigm” não foi igualado.

OBS.: A sequência do LP (que possui um bônus) é diferente do CD e dos serviços de streaming.

João Paulo Gomes

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