Independente
Nota: 8,0
Os paranaenses de Cascavel sempre pintam aqui no Metal Na Lata com seus lançamentos, não só pela amizade mas, principalmente, pelo trabalho FORA DA CURVA que fazem já a muitos anos.
“Karmadoom” segue – mais ou menos – mesma linha de seus anteriores, com influências nítidas de Sepultura antigo, principalmente nos vocais de Emerson Pereira, mas a banda não fica só nisso e muito menos tocam música ‘xerox’ de suas influências pois eles criaram com muita honestidade algo com identidade. Todas as bandas de Metal do mundo vão alegar que são influenciadas por outras, ou você vai ser um babaca e vai falar que Tony Iommi não criou a porra toda??? (risos).
O que leva uma banda a galgar suas influências é, em cima delas, criar a sua própria sonoridade, a sua própria identidade, colocando o seu gosto pessoal de vários estilos na hora de compor. Obviamente, quando músicos crescem ouvindo determinada banda ou estilo é LATENTE que ambos correm em suas veias, portanto falar merdas como “cópia de Sepultura”, “cópia de Max Cavalera” é uma tremenda cretinice. Se você é um desses vai lá e faz melhor ou cria algo melhor/inovador, seu palerma! (risos)
Enfim, comparando “Karmadoom” com os dois anteriores, “Revolt Against The System” (2013) e “Testify” (2012) – lembrando que em “Dejavú” (2014) foi um álbum somente de raridades – soou menos impactante, mas não menos honesto.
Digo impactante no quesito composição mesmo, porquê o Embrio sempre primou por impactar o ouvinte logo na primeira audição de seus álbuns com riffs criativos e bem pesados, numa mescla entre “Beneath The Remains” do Sepultura com Nailbomb, e nesse novo senti um pouco a falta deles. Veja bem, eu não disse que é ruim, porquê um disco que tem pedradas como “Out For Blood”, “Built To Resist”, “Mass Annihilation” e a cacetada “Imbecilidate Contagiosa”, por exemplo, não tem como um ser humano fã de metal em sã consciência, falar tal asneira!
É um disco cru, sem “pirotecnia”, sem frescura, solos impecáveis, andamentos de bateria variados e bem NA LATA mesmo. Não criaram nada, não expandiram nada, mas mais uma vez marcaram território com boas composições, peso inescrupuloso, honestidade e músicos de altíssimo nível.
Vale destacar que, Emerson Pereira, criador nato de riffs ora esporrentos ora geniais, e com pegada única, dessa vez, gravou as vozes e o baixo, deixando as guitarras à cargo de Diego Thrasher e Anderson Vieira.
Emerson, meu querido, nada contra seus parceiros que fizeram um excelente trabalho, mas volte para onde você nunca deveria ter saído ok?
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Johnny Z.
