End Reign – “The Way Of All Flesh Is Decay” (2023)

End Reign
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End Reign – “The Way Of All Flesh Is Decay” (2023)

Relapse Records
#ThrashMetal #Crossover #Metalcore #MetallicHardcore

Para fãs de: All Out War, Ringworm, Slayer, Obituary, Cro-Mags

Texto por Lucas David

Nota: 9,0

Já trouxemos para vocês diversos supergrupos que estão lançando materiais excelentes, e isso é sempre uma coisa boa, já que unir grandes nomes de bandas, e gêneros distintos, é um deleite para os fãs. O End Reign surgiu com essa proposta, apostando em um som pesado, raivoso e com muita melodia em seu primeiro álbum “The Way Of All Flesh Is Decay”, lançado via Relapse Records.

A banda tem em sua formação Domenic Romero (Integrity, Pulling Teeth) e Sebastian Phillips (Exhumed, Noisem) nas guitarras, Adam Jarvis (Pig Destroyer, Misery Index, Lock Up) na bateria, Arthur Legere (Bloodlet) no baixo e Mike Score nos vocais. Eles também recrutaram nomes como Dwid Hellion (Integrity), Dylan Walker (Full of Hell) e Ed Ka-Spel (The Legendary Pink Dots) para vocais convidados. Sendo assim, o End Reign não é só mais uma banda raivosa de Metallic Hardcore, o disco possui uma infinidade de músicos notáveis, com angústia e força o suficiente para alimentar uma pequena cidade.

Falando das músicas, o disco abre com “Desolate Fog”, uma faixa com uma intro sombria e lenta, que logo em seguida cai em um tremolo picking de Black Metal, junto com os vocais rasgados e cheios de fúria. Próximo dos dois minutos ela apresenta um solo incrível, não apenas com velocidade, mas algo que foi bem trabalhado e pensado, o que se repete menos de um minuto depois. “Chaos Masked Order” tem um estilo mais Hardcore, que se transforma em uma levada Thrash e com a mesma rispidez do Black Metal visto na faixa anterior (quase fica difícil entender tantos estilos juntos, mas a música é clara e objetiva, não se preocupem). Aqui somos apresentados a alguns guturais de Death Metal, junto aos rasgados do Black (cortesia de Dylan Walker) e mais solos de guitarra da dupla Dom e Sebastian.

A única música que chega aos cinco minutos, “Serpent Messiah”, desacelera em uma espécie de galope, mantendo um ritmo mais ponderado do que o restante do disco. Ela segue nessa velocidade, com alguns dedilhados de Black Metal antes de mais um grande solo. Próximo do final o ritmo aumenta e se torna energético e melódico. “When Death Comes Crawling” é cheia de harmonias de guitarras duplas, mais uma vez fundindo o Hardcore/Punk clássico com um Blackened Metal. A faixa serve para mostrar que todas as faixas são ótimas, bem estruturadas e que a banda não acertou somente no lado A das composições.

Tendo a influência da nova e da velha escola, o End Reign pune o ouvinte, mas sem deixar de lado a melodia e a necessidade de ganchos bem executados. Você consegue sentir a experiência que cada músico tem em sua bagagem expostas nas faixas, gritando mostrando a força do lado mais pesado do Hardcore e do Metal. Eles fazem isso parecer fácil.

Então se você é fã de banda como Cro-Mags, Slayer, Obituary, Ringworm ou qualquer banda associada aos músicos, faça um favor a você mesmo e deixe “The Way Of All Flesh Is Decay” no repeat e prove você mesmo de um dos melhores discos lançados esse ano, uma verdadeira aula de Metal.

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