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Enforcer – “Zenith” (2019)

Enforcer – “Zenith” (2019)
Nuclear Blast Shinigami Records
#HeavyMetal#HardRock#HardHeavy

Para fãs de: CAULDRONSkull Fist

Nota: 7,0

Mudanças muitas vezes não são bem recebidas. Ainda mais quando falamos de Heavy Metal e, especialmente, por aquele lado mais “true” do estilo, ou seja, o metal mais tradicional voltado às raízes dos anos 80. O Enforcer era uma banda que se encaixava perfeitamente dentro dessa definição, mas gora, com o lançamento de “Zenith”, seu quinto trabalho, não tenho dúvidas que o grupo vai ter que responder alguns questionamentos acerca do direcionamento assumido aqui. Não que sua música tenha mudado radicalmente, afinal, muito do metal tradicional ainda está lá, mas o Hard Rock se tornou muito mais forte e presente neste álbum.

Isso já fica bem nítido na faixa de abertura, a ótima “Die For the Devil”, que nos remete aos bons tempos do Hard dos anos 80. Preste atenção no refrão, nos backing vocals e principalmente nos riffs do guitarrista Jonathan Nordwall. Obviamente que o Heavy Metal dos trabalhos anteriores ainda aparece, como podemos perceber logo em seguida em “Zenith of the Black Sun”, mais pesada, e em “Searching for You”, acelerada com uma pegada mais Speed Metal. Já “The End of the Universe” traz uma linha Hard/Heavy bem executada com destaque para a boa interpretação de Olof Wilkstrand, também guitarrista.

Enquanto isso, “Sail On” foge completamente das características que se tornaram presentes na música do quarteto. Um baixo mais levado pro “groove” sem nenhum tipo de conotação com o Heavy Metal. Se isso é bom ou ruim, fica a critério do ouvinte. Na minha opinião, foi algo que não se encaixou.

E tome Hard anos 80 em “One Thousand Years of Darkness”, que vem a contrastar com “Thunder and Hell”, mais voltada para o metal tradicional. “Forever We Worship The Dark” volta ao Hard novamente, enquanto o encerramento vem com “Ode to Death”, uma faixa que tenta condensar num lugar só tudo o que a banda apresentou ao longo do álbum e o faz com certo sucesso.

Neste disco, o Enforcer buscou inovar, fugir do lugar comum ou apenas fazer aquilo que lhe deu vontade. E não há pecado nenhum nisso. Pelo contrário, cada artista tem o direito de buscar sua identidade sem ter que prestar satisfação à ninguém. Mas, nem sempre o resultado é satisfatório.

Voltado bem mais ao Hard Rock, o grupo deixou a desejar não pela mudança apresentada, mas sim pela pouca inspiração demonstrada durante a execução do álbum. Pode ter certeza que minha nota nada tem a ver com a “mudança de estilo”, até porque, quem vos escreve é fã confesso de Hard Rock, principalmente daquele praticado nos anos 80. O problema foi, mesmo, a pouca inspiração.

Sergiomar Menezes

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