Entrevista com Fabio Paulinelli, vocalista e baixista do Grey Wolf

Fábio Paulinelli - Grey wolf - Divulgação
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Entrevista com Fabio Paulinelli, vocalista e baixista do Grey Wolf

Através do talento e criatividade do vocalista e baixista Fábio Paulinelli, Grey Wolf, banda de Heavy Metal da cidade mineira de Contagem, iniciou suas atividades em 2012. Sua discografia, no entanto, só teve inicio dois anos mais tarde, com o lançamento, em formato independente, do debut homônimo. Desde então, os registros não pararam de chegar. No total, foram seis álbum completos, sendo o mais atual “The Icy Mountains” (2023), assim como quatro EPs.

FABIO PAULINELLI – DIVULGAÇÃO

No dia 24 de outubro de 2025, a fim de celebrar mais de uma década de existência, Grey Wolf anunciou o lançamento de seu sétimo full lenght, “Legacy Of The Wolf”, pela Nomade Records. De acordo com o anúncio, o disco deve sair ainda em novembro de 2025. Conversamos com Fabio Paulinelli, a alma por trás do Grey Wolf, para saber ainda mais sobre as novidades que esse lançamento irá trazer. Confira:

Entrevista: Cristiano “Big Head” Ruiz e Thiago “Pisadinha” Serafim

Entrevistando Fabio Paulinelli (Grey Wolf)

Metal Na Lata: antes de mais nada, o que os admiradores do Grey Wolf podem esperar das dez composições de “Legacy of the Wolf”?

Paulinelli:

“O mesmo de sempre. Pra quem já conhece o Grey sabe que sempre me manterei fiel à proposta inicial. É uma coisa da qual não abro mão. O fato de eu ser o único compositor tambem acaba ajudando de forma natural neste processo. Pro pessoal que curte o meu trabalho eu digo que não se decepcionarão com o novo album.”

Metal Na Lata: como você avalia a evolução musical do Grey Wolf desde que foi lançado o debut homônimo até o lançamento atual?

Paulinelli:

“Acho que evoluiu bem no que diz respeito às partes de guitarra. o baixo continua o mesmo, só sei tocar assim. Vocal a mesma droga visto que não sei cantar, mas acabou caracterizando o projeto. A produção tambem deu um salto a partir do ‘Glorious Death’ eu acho. Acho que deu uma evoluída sim em termos gerais, mas sem perder a essência, que é o mais importante para mim.”

Grey Wolf, uma one-man-band desde o começo

Metal Na Lata: a ideia de ser one-man-band já estava presente na fundação do Grey Wolf ou foi algo que aconteceu posteriormente?

Paulinelli:

“O Grey Wolf já nasceu como projeto de um homem só. O lance de formar banda para apresentações ao vivo veio depois. A ideia inicial era compor e gravar as músicas pra mim mesmo. Nunca houve e nem haverá grandes pretensões da minha parte. Ainda é a ideia de gravar musicas proprias e me divirto com isso. Faço pra mim mesmo em primeiro lugar. Acabou que dei sorte de algumas pessoas acabarem gostando do trabalho, as quais sou muito grato por isso.”

Metal Na Lata: agora é a hora de uma pergunta particular de um dos entrevistadores (Cristiano Ruiz) que, aliás, é baixista também. A ideia do incrível solo de “King Kull” surgiu assim que ela foi composta? A composição ficou tão perfeita dessa forma que sequer fazem falta solos de guitarra.

Paulinelli:

“Obrigado. Sim sim, já surgiu no ato da composição, ja deixei espaço pra solo de baixo e de guitarra tambem, foi tudo pensado. No Grey Wolf o baixo sempre terá espaço de destaque visto que é o meu instrumento de ofício, o qual eu sei tocar um pouquinho. Cantar como disse, não sei e nem gosto pra te falar a verdade. Só o faço pois como disse, ja se tornou uma marca bem característica do Grey. Mas a verdade é que eu detesto mesmo cantar.”

Metal Na Lata: falando agora a respeitos das capas dos álbuns, de onde surgem essas inspirações exuberantes para as artes?

Paulinelli:

“Cresci lendo Conan, então tudo fluiu naturalmente no Grey. É uma temática que gosto muito tanto Conan quanto Épicos em geral, filmes, etc. Essa sempre será a temática dominante no Grey Wolf. Outra coisa a qual tambem quero me manter fiel.”

As influências artísticas do Grey Wolf

Metal Na Lata: sabemos que Manowar é, certamente, uma de suas principais influências. Além disso, quais são suas referências musicais, como vocalista e baixista? Algúem já comentou sobre a semelhança de sua voz com a de Chris Boltendahl do Grave Digger?

Paulinelli:

“Sim com certeza o Manowar é uma grande influência para o Grey. Sempre será. Minhas influências de baixo são Iron Maiden antigo, Manowar e Cliff Burton. Com relação ao vocal ja me disseram sim muitas vezes a semelhança com o Chris, mas posso te dizer sinceramente que isso aconteceu de forma espontãnea, o vocal simplesmente saiu desse jeito. Não foi uma questão de se inspirar no Grave Digger, simplesmente aconteceu.

Metal Na Lata: esse espaço é livre para que você expresse algo que não perguntamos na entrevista, ou seja, para que fale o que sentir vontade de dizer ao seu público:

Paulinelli:

“Primeiramente agradecer a oportunidade de estar falando um pouco sobre Grey e o novo album. Agradecer tambem a todas as pessoas que apoiam o meu trabalho. Abraço a todas.”

Enquanto o novo disco do Greywolf não chega, que tal curtirmos o álbum “The Icy Mountains” de 2023?

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