Por: William Ribas
Fotos: Site oficial da banda
Hugo Mariutti: Na verdade conversamos algumas vezes a respeito sobre como era, mas nada tão sério. Realmente após esse pedido dos fãs conversamos mais vezes, o Luis estava em contato maior com eles, e ao mesmo tempo havia conversado com André. Acho que foi uma conjunção de coisas, e creio que acabou sendo em uma hora legal para todos.
Metal Na Lata: Qual foi o sentimento no primeiro encontro, onde os 4 sentaram e conversaram sobre o passado, a separação?
Hugo Mariutti: Nos encontramos para fazer as fotos, pois cada um já tinha conversado individualmente com o outro anteriormente, etc. e foi tudo tranquilo, acho que todos estão satisfeitos com esses shows que vão acontecer, pois estamos percebendo a imensa quantidade de gente que queria ver essa formação tocando pela primeira vez ou os que queriam ver nosso show novamente.
Metal Na Lata: Antes da separação foram 2 álbuns de estúdio, 1 cd/dvd ao vivo e vários shows. Como vocês analisam o legado que foi deixado e que continuou mesmo nesses 12 anos até a confirmação da reunião?
Hugo Mariutti: Pois é, sabíamos que tínhamos deixado algo legal na história, porém depois desses 12 anos percebemos a força que esses trabalhos ainda têm. Nós nos dedicamos muito nestes trabalhos, fizemos sempre pensando na melhor qualidade possível, investimos muito dinheiro e tempo para entregar tudo da melhor maneira possível, tanto que nosso DVD (“RituAlive”) até hoje é um dos mais bem produzidos. Uma das nossas principais características era realmente fazer o melhor que podíamos e acho que o resultado ainda pode ser notado 12 anos depois.
Metal Na Lata: Qual o lado positivo e negativo, se tiver, em uma reunião após tanto tempo juntos longe dos palcos?
Hugo Mariutti: Negativo nenhum, pois o carinho que recebemos todos os dias, desde antes do anúncio dos shows, é simplesmente fantástico. Queremos que as pessoas fiquem felizes com os shows, esse é o maior objetivo.
Metal Na Lata: Em um primeiro momento, apenas 5 datas estão marcadas. Existe possibilidade para uma turnê mais extensa?
Hugo Mariutti: Como sempre falo, por enquanto estou pensando apenas nestes shows, pois não gosto de pensar em algo que ainda não está definido. Pode ser que tenha, não sabemos ainda, ou seja, prefiro pensar somente no que temos de concreto até agora.
Hugo Mariutti: Não cogitamos. Tocaremos somente o “Ritual” e o “Reason”.
Metal Na Lata: Serão 2 shows seguidos em São Paulo. Por mais que sejam os primeiros, pensam em grava los para um posterior CD/DVD ao vivo?
Hugo Mariutti: Vamos captar cenas, talvez o áudio, somente para gerar material promocional, nada além disso, não temos a ideia de gravar um dvd ou cd, estamos apenas focados 100% em entregar um grande show para todos.
Metal Na Lata: Quando “Ritual” saiu foi um sucesso instantâneo, uma legião de fãs abraçou a banda. Lembro que vi vocês em 2002, em São Caetano do Sul. A casa estava lotada, gente passando mal pelo extremo calor que fazia, mas todos muito felizes, cantando as músicas e, acredito que foi sim por quase toda turnê do álbum. Depois de tudo que passaram ter esse apoio foi fundamental não só para o Shaman, mas também para carreira de vocês?
Hugo Mariutti: Acho que todos continuaram fazendo seus projetos, músicas, etc., e falo por mim que sempre tive bastante apoio e carinho das pessoas. Lancei dois trabalhos solo por financiamento coletivo, e se não tivesse esse carinho das pessoas com certeza seria algo sem sucesso. Obviamente que quando o Ritual foi lançado, era uma coisa muito grande, pois estávamos na novela, em uma época que se vendia música, que o estilo estava bem em alta, então a tour foi intensa e extensa, o que foi muito legal, mas o mais legal de tudo é que 12 anos depois podemos sentir a mesma empolgação dos fãs assim como naquele período.
Metal Na Lata: Já em “Reason”, uma boa parte das pessoas criticaram, o álbum acabou não vendendo tanto na época. De alguma maneira, vocês acham que clima mais denso, obscuros e mais direto das músicas, teve relação com que a banda estava vivendo na época?
Hugo Mariutti: Concordo que alguns torceram o nariz, mas não acho que tenha vendido mal na época, foi um cd que vendeu bastante mesmo, não sei falar em números, mas lembro que foi muito bem. Era um disco mais direto, que refletia o que estávamos escutando mais na época. Acho um cd muito bom, bem autentico, sem medo de arriscar, etc. Seria muito prático e cômodo tentar fazer um Ritual 2 e segue o jogo, mas o Shaman nunca foi uma banda que pensava desse jeito, pois em primeiro lugar nós temos que estar satisfeitos com as músicas e não fazer algo falso para vender mais.
Metal Na Lata: Em “Holy Land” temos a música “The Shaman”, que posteriormente deu nome à banda. Sei que no início vocês chegaram a toca lá ao vivo, mas muito ainda se espera de uma nova versão em estúdio feita por vocês. Existe essa chance?
Hugo Mariutti: Estamos pensando apenas nestes shows, nunca sequer conversamos de gravar algo, e se me perguntasse um ano atrás se acreditava em alguns shows da banda diria que não. O foco é exclusivamente nestas datas.
Metal Na Lata: “Fairy Tale”, é o grande sucesso da banda. Quando a música estreou na novela “O Beijo do Vampiro”, houve meio que uma divisão entre os fãs de música pesada. Uma parte aprovava e achava superimportante e outra achava que a banda tinha se vendido. Como é para o artista conviver com diversos comentários alguns positivos outros negativos sobre o seu trabalho?
Hugo Mariutti: Sempre vai existir isso, ninguém consegue agradar a todos, só acho que essa resistência faz mal para o estilo, pois poucas portas se abrem inclusive para o surgimento de bandas novas. Acho que cada um tem uma opinião e precisa ser respeitada, contanto que as pessoas tenham respeito nas críticas. Uma coisa que reparo hoje em dia, é que algumas pessoas dão mais valor a intrigas do que a música, mas acho que isso é normal, sempre existiu, mas com a internet aparecem mais.
Metal Na Lata: O Shaman foi a primeira banda brasileira de Heavy Metal a ter uma música incluída na trilha sonora de uma novela da maior emissora do país. Teve uma atenção absurda da mídia não especializada, foram diversas aparições em programas da TV Cultura, MTV, SBT, entre outras. Então com isso podemos dizer que de certa maneira o nome do grupo ficou gravado no inconsciente de uma geração, seja ela fã de música pesada ou não, concorda?
Hugo Mariutti: Acredito que sim, mas tudo isso aconteceu pois trabalhamos e nos dedicamos demais, aí o reconhecimento acabou vindo.
Metal Na Lata: É extremamente cedo para pensar nisso, mas levando-se em conta que não se pensava nem em uma reunião, podemos ao menos sonhar com a probabilidade mesmo que remota, de um EP ou um novo álbum?
Hugo Mariutti: Como falei anteriormente, nosso foco é nestas datas, nem conversamos sobre mais nada, a não ser sobre os shows.
Metal Na Lata: Por último, porque nessa reunião, a banda volta a se chamar Shaman e não, Shaaman, como era quando houve a separação?
Hugo Mariutti: Porque Shaman é o nome da banda, e outro A foi colocado na época por algumas questões já conhecidas do público, porém o nome da banda é melhor com um A só, (risos).
Metal Na Lata: Muito obrigado pela entrevista. Por favor, deixe uma mensagem aos nossos leitores.
Hugo Mariutti: Agradecer o carinho dos nossos fãs, as páginas que foram criadas para a volta desses shows, pois acredito que isso foi fundamental para que isso acontecesse. Muito obrigado a todos e um abraço!!!!
Shaman Reunion:
Mais Informações:
Site: www.freepass.art.br/shaman
Facebook: www.facebook.com/shamanbandofficial
Instagram: www.instagram.com/shamanbandofficial
YouTube: www.youtube.com/channel/UC8CDQoCmPXX4XnWlLplQ1OA
