Entrevista com Jay Roxx (Sixty-Nine Crash)

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ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JAY ROXX (SIXTY-NINE CRASH)

Quando fundou o Sixty-Nine Crash quase uma década atrás, Jay Roxx já trazia no currículo a experiência de anos atuando como Gene Simmons no KISS cover Flaming Youth, além de ter tocado e cantado em diversas bandas tributo ao hard rock dos anos 1980. Com esse background bom, porém restrito, gravou “Louder!” (2014), lançado internacionalmente pelo selo Demon Doll Records. Quatro anos e muitas pedras no meio do caminho depois, “Postcards from the Black Sun” apresentou ao mundo um novo grupo, de musicalidade atualizada e letras mais maduras. Na semana que antecipa a volta do Sixty-Nine Crash aos palcos, valendo-me da proximidade que só as amizades de longa data são capazes de proporcionar, bati um papo com Jay sobre música e sobre a vida. Acompanhe!

Por Marcelo Vieira
Transcrição e revisão: Gustavo Maiato
Fotos: Divulgação

Metal Na Lata: “Postcards from the Black Sun” foi lançado no dia 21 de agosto de 2018, mas somente agora, em janeiro de 2020, vocês farão a estreia desse material nos palcos. A que fatores você atribui esse lapso de tempo tão grande?

Jay Roxx: Eu sempre quis que o Sixty-Nine Crash fosse algo diferente e estivesse um passo à frente do que as outras bandas aqui do Rio fazem. Uma coisa mais artística, mais performática. Para isso, precisávamos de músicos que tivessem uma visão um pouquinho mais à frente, que estejam dispostos a fazer algum tipo de investimento em algumas coisas, e isso não é fácil de achar, até porque não existe aqui no Rio uma cena forte de hard rock, de heavy metal no nosso estilo, pelo menos. Levamos muito tempo para achar um baterista. Depois de muitas tentativas, a gente conseguiu fechar com o Renato Larsen, que além de batera é professor de música. Logo depois disso, um problema de ordem particular impossibilitou o [guitarrista] Davis [Ramay] de tocar. Aí foi mais uma demora. No que eu prometi que seria minha última tentativa de encontrar músicos, acabei encontrando o Alexandre Novaes, também gente boníssima, toca muito bem. Estamos ensaiando com ele há dois meses. Acredito que com Renato e Alexandre, a banda agora esteja fechada. Na minha cabeça, as portas para o Davis estarão sempre abertas. No momento que ele achar que está disponível, eu gostaria de tê-lo de volta na banda para seguirmos com dois guitarristas.

 

Metal Na Lata: Em comparação ao que se ouve em “Louder!”, “Postcards” traz uma banda completamente diferente, um estilo completamente diferente. Só não mudaram o nome e o fato de você ser o líder. Essa mudança foi 100% consciente, intencional, ou simplesmente foi acontecendo no decorrer do processo? Que fatores, artistas e álbuns te influenciaram nesse aspecto?

Jay Roxx: Foi uma mudança consciente, sim, e partiu mais do Davis. Quando a gente começou a pensar no novo disco e eu comecei a compor, eu estava seguindo a mesma linha do primeiro disco, mas ele foi o primeiro cara a pensar nessa coisa de se descolar um pouquinho do hard rock, que não tem um público que pudesse apoiar a gente do jeito que a gente gostaria, e a gente tentou mirar em outras direções. E eu achei o máximo, porque eu não sou um cara fincado num estilo só; eu gosto de várias coisas. Inclusive, uma das coisas que me inspirou nesse disco, bem como no anterior, foram algumas linhas melódicas de um DJ alemão que eu me amarro chamado ATB. Peguei vários elementos eletrônicos das músicas dele e trouxe para as músicas novas do Sixty-Nine Crash.

Quando fui para o estúdio com o Celo [Oliveira, produtor] eu expliquei o novo direcionamento, disse que queria um monte de elementos eletrônicos, orquestração, piano. Ele ficou louco porque ia poder brincar com isso tudo. Aí ele falou que seríamos só nós dois; que arranjaríamos e montaríamos tudo sozinhos sem ninguém para encher o saco. Ficamos numa imersão, gastávamos horas ou dias para colocar um ‘elementozinho’ que era muito específico que eu queria. Às vezes eu encontrava sons e coisas ambientes em trilhas sonoras e queria trazer. Têm coisas do [filme] “Ghost in the Shell” que botamos e ninguém sabe. Elementos culturais diversos. Isso tudo ficou numa roupagem mais moderna que a gente basicamente construiu inspirado em Sixx: A.M. e em muita coisa do Papa Roach e também do Black Veil Brides.

 

Metal Na Lata: Com um som, digamos, mais “profundo”, naturalmente as letras passaram a trazer maior profundidade também, certo? Apesar de não ser um disco conceitual, “Postcards” pode ser considerado um disco autobiográfico?

Jay Roxx: Quando você está num momento de dor e sofrimento, você precisa buscar uma forma de lidar com isso. Quem trabalha com qualquer tipo de expressão artística acaba conseguindo lidar com seus demônios através da sua pintura, da sua escultura, música etc. e tal. Quando a tristeza está batendo é um momento de maior criatividade. Esse disco todo é isso; eu conversando comigo. Eu falando para mim o que devo fazer, [falando sobre] as merdas [em] que eu estou me metendo e mostrando saída para as merdas [em] que eu mesmo me coloquei.

Até o nome do disco foi pensado para ter relação com isso. Para mim, cada música é um cartão postal, um retrato de um momento meu, de algo que eu estava pensando. “Black Sun” na alquimia ou na magia é o ponto onde qualquer metal se transforma em ouro, é o ponto onde tudo que há de ruim queima, vira cinza, e o ouro prevalece. É o que eu procuro fazer comigo. Eu estava em um momento conturbado, então tirei a roupa ensanguentada e me vesti de ouro.

 Metal Na Lata: Mesmo sendo um disco autobiográfico, os temas que você aborda — fim de relacionamento, volta por cima, incerteza e hesitação diante do futuro — são meio que universais. Você acha que essa “conexão” que você estabelece com o ouvinte através das letras é importante?

Jay Roxx: Buscar conexão e troca de experiência é importante. Não só aqui no Brasil, mas no mundo, estamos vivendo um momento de quebra de paradigma. Modelos que foram apresentados para a gente como solução se provaram ao longo dos anos como grandes furadas, grandes mentiras. Acho que, no geral, todo mundo tem um senso de frustração, de medo. Todos estão se sentindo meio perdidos, mesmo que façam de conta que não. A música é uma forma de tentar trazer uma consciência em relação a isso e, se possível, ter algum sentido na vida das pessoas.

 

Metal Na Lata: Você percebe no rock de hoje em dia uma maior seriedade no que diz respeito às letras, como se as bandas encarassem estabelecer essa “conexão” como uma missão a ser cumprida?

Jay Roxx: Percebo uma coisa melancólica e triste de buscar conexão. Muitas bandas da época [atual] fazem uma coisa mais sombria, preocupada com questões humanas. Isso está acontecendo em todo lado. Na literatura, [nos] quadrinhos, que é uma coisa que eu leio para caramba, na música… Soa muito vazio e raso alguém de 40 e poucos anos que não sabe falar sobre a vida, que não tem vivência de nada e [só fica] falando “ah eu transo bem, eu sou gostoso, cuidado comigo que eu vou te pegar”. Isso aí foi muito legal nos anos 1980, mas agora [só é legal] se você fizer de galhofa ou uma música só de zoeira, para descontrair. Você ter seu trabalho calcado nisso chega a ser um pouquinho ridículo. Você pode até ser “xoxoteiro” ou estar ligado às forças do demônio, mas falar só disso é foda! Que ninguém me entenda mal! É maneiro ter isso? É. Na “All Lies Are True” eu falo que vou gastar meu dinheiro num clube de swing, beleza. Mas você falar isso de vez em quando é maneiro, mas só isso direto não dá né!

Metal Na Lata: Ainda no quesito letras, a de “Heaven’s Cry” — aliás, minha música preferida do novo disco — é talvez a sua melhor. Já falamos sobre a origem dela “em off” e eu fiquei tão impressionado que eu gostaria que você contasse para os leitores do Metal Na Lata sobre o que ela trata e como ela tomou forma.

Jay Roxx: “Heaven’s Cry” trata sobre violência contra a mulher, de como ela e as pessoas próximas a ela se sentem depois do acontecido, de como a pessoa que infligiu essa dor na mulher se vê e [de] como as pessoas de fora ainda apontam o dedo e olham torto para essa situação. Isso me acompanha desde sempre, me dá calafrios sempre que eu vejo notícia [desse tipo de crime] na TV. Tive uma namorada quando eu tinha uns 17 anos, quase 30 anos atrás, que passou por isso. Eu era o namorado dela e vivi aquilo de perto, tive que aprender a engolir essa situação. Se eu arrumasse uma namorada milênios depois e ligasse pra ela e não conseguisse falar [com ela] eu já entrava em pânico, suava frio. Ficava com medo de isso acontecer de novo. Era uma coisa que eu não falava com ninguém, uma coisa minha, só falava para minhas namoradas.

Quando começamos com essa proposta nova de som, comecei a falar de coisas, de pessoas, mergulhei mais fundo em mim mesmo e me veio à cabeça de escrever sobre. Eu fiz a música e a letra. Trouxe elementos de uma música do Thirty Seconds to Mars chamada “Hurricane”, que tem uma vibe melancólica. Quando cheguei ao estúdio, tive que explicar o que era a música para eles [da banda] entenderem onde eu queria chegar. O Celo foi a primeira pessoa para quem eu expliquei a história toda. Acabou que ele também tinha uma história parecida para contar. Rolou uma conexão imediata. Eu chorei pra caramba no dia contando.

A gente alcançou uma vibração diferente. O Celo entendeu o que eu queria. Eu precisava que a música soasse triste, melancólica, pesada… Num sentido espiritual. Não era [para ser] uma balada do amor. Fizemos os arranjos. Quando chamei o [baixista] Andy [Carvalho] e o Davis foi a mesma catarse. O Davis disse que ia pensar na história para fazer o solo e ele alcançou a tristeza que eu buscava. Ficou perfeito. O Celo me enviou [a gravação], eu botei para tocar no carro e ali, naquele momento, eu consegui exorcizar esse demônio. Liguei para o Celo agradecendo. Ele se tornou um dos meus melhores amigos em função dessa ligação.

Metal Na Lata: Essa amizade que surgiu entre você e o Celo é resultado do papel fundamental que ele exerceu na concepção do “Postcards”, né? Você poderia contar um pouco sobre como foi o trabalho dele no disco e citar alguns exemplos?

Jay Roxx: O Celo é o nosso quinto Beatle! Por exemplo, eu queria que a “Bleeding Heart”, que fizemos o clipe, terminasse em fade. Aí ele deu a sugestão de botar um piano no fundo, que ia ficar tristaço. Ficou o bicho, fez toda a diferença! Outra que foi 80% obra dele foi “Give Me a Sign”.  Quando levei essa música pra ele eu estava ouvindo muito Eclipse, então a música estava na vibe de uma música do Eclipse que eu não lembro o nome agora; música pra frente, rápida, como o que vínhamos fazendo [no primeiro disco]. Ele falou em mudar a pegada, pois já tínhamos várias [assim]. Ele começou a mexer na música, deixando-a mais suingada. Eu disse que estava parecendo “Dr. Feelgood”, do Mötley Crüe. Ele deu a diretriz. Por fim, “Burning Bridges” parecia Danger Danger. Eu perguntei ao Celo como a gente podia salvar essa música para encaixá-la no contexto do disco. Ele fez a magia dele e nós a mudamos completamente. Talvez seja a música que eu mais gosto do disco. Eu e o Celo somos tipo jogadores de futebol, sabe? Só no olhar um já saca onde o outro vai estar e lança a bola. Ele já sabe o que eu penso e o que eu quero e quando ele vem com uma ideia eu já pesco e entendo. Ele é um monstro, muito talentoso.

 

Metal Na Lata: Nesse um ano e pouco desde o lançamento do “Postcards” você obteve vários feedbacks, inclusive comparando o novo disco ao “Louder!”. Qual foi a resposta geral do público ao material mais recente? Teve gente torcendo o nariz devido aos samplings e elementos eletrônicos?

Jay Roxx: Muita gente que gosta do primeiro disco não gostou do segundo. Tem gente que não gostava do primeiro disco agora acha que a banda é o bicho por causa do segundo disco, e tem gente que gosta dos dois discos. A resposta no geral foi positiva, porque independentemente de você gostar ou não, você percebe que houve um avanço de qualidade em termos gerais. Inclusive na imprensa a resposta foi mais positiva com o segundo disco. Eu particularmente quase não ouço mais o primeiro disco. Não acho que estou cantando tão bem nele, não estava tão preparado. Para gravar esse segundo, fiz aula de canto, tentei coisas novas e acho que ficou bem melhor.

Eu não tenho esses purismos de que uma banda só pode ter bateria, guitarra, voz e teclado. Pelo contrário, hoje em dia você tem um manancial gigantesco na frente, a possibilidade de usar diversos elementos. Acho que você tem que partir para dentro e desenvolver o trabalho aí. Um exemplo disso é a própria “Heaven’s Cry”, que tem aquele trecho no meio percussivo. São taikos, tambores japoneses. Onde eu ia arranjar pessoas para tocar e gravar isso? Eu queria taikos e ponto final. Queria corais de vozes de criança… Eu aproveitei tudo que estava a mão em 2018 para [o disco] ser o mais rico possível.

 

Metal Na Lata: E você pensou em como fariam para reproduzir no palco essa parafernália toda? Como serão as músicas do “Postcards” ao vivo?

Jay Roxx: A gente vai usar bases pré-gravadas para tudo, os sonzinhos de orquestra, de piano, os barulhinhos eletrônicos, ‘efeitinhos’ que eu uso; vamos usar tudo nas faixas ao vivo. O Alexandre vai ter uma liberdade maior nos solos, mas como estaremos tocando com bases pré-gravadas e com clique, tudo será no mesmo andamento da gravação [de estúdio]. Ele vai ter abertura maior nas músicas do primeiro disco, pois elas não têm base pré-gravada nenhuma. A ordem é respeitar os elementos principais, mas imprimir a assinatura dele também.

 

 Metal Na Lata: Lembra de alguma história engraçada ou curiosa da época da gravação?

Jay Roxx: Eu já tinha entregado cinco músicas para o Celo fazer a guia e estava em casa deitado assistindo a um jogo do Flamengo quando ele me mandou uma mensagem dizendo que a banda tal havia desmarcado, que ele estava com horário livre e me perguntando se eu queria ir até lá gravar. Falei que chegaria lá em dez minutos. Só que nesse ponto eu não tinha música nenhuma [para gravar], aí fiz “Warfield” em cerca de 15 minutos, meio que nas coxas. Chegando lá, eu só tinha uma estrofe e um refrão para as guias, mas depois [a música] cresceu e ficou maneira. Eu nem contei isso para o Celo no dia. Só depois, com o disco pronto, eu falei: “Cara, lembra aquele dia? Não tinha música nenhuma, fiz na hora, eu não te falei senão você ia ficar puto!” [risos]

 

Metal Na Lata: Fiz a pergunta anterior achando que você ia mencionar os campeonatos de Bomba Patch nos intervalos… [risos]

Jay Roxx: [Risos] Essa do Bomba Patch é muito boa! Tem várias histórias muito boas ao longo do processo. A gente ia gravar cada dia uma música e já ficava naquela de “vamos gravar logo para gente ir jogar Bomba Patch!”. A gente fazia campeonatos de Bomba Patch no estúdio. Nos amistosos eu sempre perdia, mas nos campeonatos eu sempre ganhava! Nem que fosse de um a zero! Aquele futebol de retranca, faz um gol e segura atrás, sabe? Os caras ficavam putos comigo! [risos] Foi uma gravação regada a Bomba Patch e a litros de açaí! [risos] Tinha um cara perto do estúdio que entregava, aí pedíamos um pote de dois litros com mel e leite em pó. Muita podreira! O pessoal acha que ter banda é doideira, ir para o estúdio, encher a cara de cerveja e ficar loucão, mas a gente ficava louco era de açaí!

 

Metal Na Lata: Por fim, em 2019 você meio que virou YouTuber. Muita gente que não conhecia você pelo trabalho com o Sixty-Nine Crash agora conhece graças ao Resenhando, que começa 2020 com mais de 5 mil inscritos. Como rolou a sua entrada no canal?

Jay Roxx: Eu entrei para o canal meio que por acaso. A ideia inicial era só o Daniel [Dutra] e o Cláudio [Borges]. Mas quando eles fizeram um programa especial Mötley Crüe, acharam por bem me chamar, pois eu seria a escolha óbvia, já que sou fanboy da banda, fico tentando parecer com o Nikki Sixx etc. [risos] Quando rolou a gravação eles acharam que funcionou tão bem, que fluiu tudo tão divertido, que resolveram me incluir em todos os programas. Tem sido muito legal. O Daniel é quem dá as cartas, escolhe as pautas. A gente dá sugestão. Várias sugestões de pauta que eu dei a gente fez ou ainda vai fazer. Todo mundo contribui de alguma forma. Ninguém ali quer ser professoral, sabe-tudo. É um bate-papo de mesa de bar, de três amigos falando sobre música, um respeitando o gosto do outro, apresentando coisas novas um para o outro.

Metal Na Lata: E para matar dois coelhos com uma cajadada, a volta aos palcos do Sixty-Nine Crash vai coincidir justamente com a comemoração de um ano do canal…

Jay Roxx: Foi até uma ideia minha colocar esse nome Resenhando Rock Fest. Eu havia pedido essa data para o Marcelo [Perelo, dono do Calabouço Heavy & Rock Bar], pois faço aniversário dia 9 [de janeiro]. Falei com o Daniel e o Cláudio para a gente aproveitar e fazer o evento de comemoração de um ano do Resenhando. Para o evento, foi o maior prazer conseguir trazer o Dirty Glory. A banda é o bicho, muito, muito boa. Difícil banda de fora vir para o Rio de Janeiro e vice-versa. Quando tivemos a oportunidade de tocar no [extinto] Inferno Club com eles foi muito legal. Eles me chamaram para uma jam, eu cantei “Nightrain”, do Guns N’ Roses, com eles. Quem vai abrir o evento é a banda de um camarada meu, a Gasoline Drink. O Cláudio será o DJ nos intervalos. Será um evento bacana, com três bandas tocando basicamente música autoral. E que seja o primeiro de muitos!

 

Metal Na Lata: Além do Resenhando, o que podemos esperar de você em 2020?

Jay Roxx: Podem esperar duas coisas: como banda, já estamos pensando no próximo trabalho; a dúvida é se a gente fará mais um disco autoral ou um disco de covers. Estamos com umas versões diferentes, bem legais, algumas até já gravadas. Particularmente, o que vem por aí é mais fotografia. Quero fazer projetos [nessa área], estou fazendo cursos, comprando equipamentos novos. Vem coisa boa por aí especialmente em relação a casamentos, que é o que eu mais tenho vontade de fazer. Quando você fotografa um casamento ou batizado, naquele momento você está vendo o que há de melhor nas pessoas. Você presencia o amor no seu estágio mais cru, e poder participar disso é ótimo, conhecer histórias de amor e de vida e estabelecer uma conexão. Como uma coisa leva a outra e a fotografia é um reflexo da minha música, uma coisa acaba alimentando a outra.

 

Metal Na Lata: Últimas palavras antes do fim desse bate-papo?

Jay Roxx: Quem puder dar uma força para o autoral no país inteiro e em especial no Rio, chega lá no dia 11 de janeiro no Calabouço para assistir três bandas fazendo um som maneiro. Além disso, tem Lion Heart e Inluzt no próximo dia 25! Vamos lotar os eventos para criar uma cena musical na cidade!

 

 

Mais informações:

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