Erik Grönwall – “Bad Bones” (2026)
GreenWall Entertainment
#HardRock #ClassicRock #MelodicRock
Para fãs de: Skid Row, H.E.A.T.
Texto por: João Paulo Gomes
Nota: 9,0
Erik Grönwall (H.E.A.T., Skid Row), um dos meus cantores favoritos dos últimos 20 anos, lança seu novo álbum solo, co-produzido e coescrito ao lado de Jona Tee (H.E.A.T.). Trata-se do primeiro trabalho com material totalmente inédito em dezesseis anos, escrevendo um novo capítulo em sua história.
Erik conta com Philip Näslund nas guitarras, Fredrik Thomander no baixo e na guitarra e Pedro Moyà na bateria para apresentar um verdadeiro manifesto de sobrevivência, renascimento e determinação, poderoso e catártico. Como ele mesmo disse: “Nunca fui tão honesto como fui ao escrever essas músicas”.
Alimentado por suas diversas fases musicais, sem falar em todo o seu drama pessoal e em suas performances no YouTube, Bad Bones é, com certeza, seu álbum mais importante até o momento. Visceral, o trabalho é impulsionado por uma visão profundamente pessoal. Suas raízes estão fincadas na autenticidade e na emoção, enquanto mescla diversas vertentes do Rock, como o clássico e o melódico, temperando tudo com muito Hard Rock e pitadas de modernidade. O resultado equilibra melodias impactantes com a crueza de seus sentimentos e entrega vocais incendiários, eletrizantes e explosivos do início ao fim.
Ao longo do álbum, é possível perceber que Erik agarra a vida com unhas, dentes e toda a sua força, recusando-se a soltá-la. Isso pode ser conferido na pulsante “Born to Break”, na empolgante faixa-título, na vibração crua e caótica de “Lost for Life”, na rebeldia personificada de “Save Me”, no conflito interno da sombria “Hell & Back”, na divertida “How High”, que mistura Southern Rock e Blues, no peso da desafiante “Twisted Lullaby”, na influência do Queen presente na introspectiva “Who’s the Winner”, na emocionante, vulnerável e reflexiva “Written in the Scars” e no desespero da poderosa e profundamente pessoal “Praying for a Miracle”.
Ao se tornar o narrador de sua própria história, Erik se reinventa por meio das experiências vividas e transforma Bad Bones em um álbum profundo, doloroso, envolvente e impressionante.
Como ele mesmo disse: “Eu repetia para mim mesmo que, se eu saísse do hospital, cantaria para o resto da vida”. Graças a Deus por isso!





