Espionage – “Digital Dystopia” (2018)
Independente
#HeavyMetal, #SpeedMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Iron Maiden, Judas Priest, Accept, Helloween
Nota: 8,5
Como é bom quando você pega o CD de uma banda nova para resenhar e o release passa exatamente aquilo que você está ouvindo! Está escrito lá: “a banda vem para injetar um novo sopra de ar em um cenário já saturado por inúmeras bandas de death e thrash metal. Resgatando a sonoridade de bandas como Iron Maiden, Judas Priest, Accept, Helloween, Raven, Vicious Rumors, entre outros, o grupo quer marcar seu nome dentro do Heavy metal fazendo uma música honesta e verdadeira.”. E é exatamente isso que ouvimos em “Digital dystopia”, primeiro álbum da banda australiana Espionage. Após o lançamento de seu EP de estréia, “Wings of Thunder” (2016), o quarteto chega firme e cheio de consistência ao primeiro álbum, mostrando que, enquanto não nega suas influências (que se tornam evidentes durante a audição do álbum), também assume o risco de impôr sua personalidade em cada faixa do trabalho.
Andrew “Frosty” Morris (vocal e baixo), Denis “Den Den ” Sudzuka (Guitarra/backing vocal), Matt “Matto” Carrol (guitarra/backing vocal) e James “Shelvo” Shelverton (bateria) apresentem neste trabalho 11 ótimas faixas que vão desde o Heavy metal tradicional, passando pelo Power e pelo Speed, incorporando ainda, elementos mais atuais em suas composições. Obviamente que a base é o metal tradicional, mas o grupo mostra desenvoltura ao longo da execução do play. Faixas muito boas como “Enter The Arena”, que com seu andamento beirando a NWOBHM, traz a performance cheia de técnica do baixista/vocalista “Frosty”, “At Lightspeed We Strike”, que como o nome entrega, carrega a atmosfera do speed metal, a faixa título que chega a “assustar” em seu início, por trazer aqueles “barulhinhos estranhos e incomuns ao HM, mas que depois se transforma num metal tradicional de respeito, “Haunting Horror”, com um excelente trabalho da dupla ” Den Den ” e “Matto”, “Hellfire”, pesada e direta e “Fina Bretah”, mostram toda a qualidade técnica e capacidade criativa do grupo.
“Digital Dystopia” não é um trabalho inovador, nem mesmo tem essa intenção. Mas traz tudo aquilo que um fã de Heavy Metal procura em uma banda: músicas fortes, guitarras trabalhando em sintonia, baixo/bateria marcados e vocais afiados. Ou seja, se não vai mudar o mundo (e nem precisa, não é mesmo?), vai garantir ótimos momentos de música pesada de qualidade. Uma das gratas surpresas de 2018.
Sergiomar Menezes
