Even Vast – “Warped Existence” (2019)
The Goatmancer
#SludgeDoomMetal, #StonerMetal, #AlternativeRock
Para fãs de: A Pale Horse Named Death, Corrosion Of Conformity, Alice in Chains
Nota: 8,5
Depois de um longo hiato, o Even Vast volta a ativa, repaginado, revigorado e com um novo norte para sua música. Para quem não conhece, a banda investia num Gothic Metal padrão, repleto de melodias etéreas e marcantes, vocais femininos e ares melancólicos, tendo lançado o excelente “Hear Me Out” em 1999, sucedido pelos bons (e evolutivos), “Outsleeping” de 2003 e “Teach Me How To Bleed” de 2007, sendo esse seu último disco até então, seguido por um longo período de repouso.
Pois bem, “Warped Existence” traz a banda reformulada, apostando em outras direções e horizontes, Luca Martello (fundador), não abandona o Gothic Metal, mas o coloca em segundo ou terceiro plano, a abordagem aqui está mais para Stoner e Sludge, com traços de Doom e uma influência saudável de Rock Alternativo. A nova formação e a adição de um saxofonista, possibilitou a banda explorar novas possibilidades e arranjos, e convenhamos, o saxofone aqui ouvido, é um dos grandes trunfos do disco, ficou sensacional, mesmo!
Passada a estranha abertura com faixa título, ouvimos um desfilar de boas canções, “I Know”, “Immaginary Friend” e “I Wish” são um encontro de Black Sabbath com Alice In Chains dos últimos discos, precisa de mais adjetivos? Não, óbvio! “Somebody” tem um clima despojado, típico de Stoner Rock e a presença do sax abrilhanta a faixa fazendo dela, mais um, dos tantos pontos altos do álbum. Por fim, temos “Be There”, uma balada lisérgica e tétrica que te faz imaginar dentro de um barzinho escuro e cheirando a cigarro nos confins da madrugada, tendo apenas um copo pela metade e um músico falido de jazz como companhias. Perfeita.
“Warped Existence” flui de forma natural, sem grandes ambições e promessas, intercalando momentos mais crus e viscerais com outros mais sutis e amenos, em outras palavras, imperdível!
Fábio Miloch
