Extremity – “Coffin Birth” (2018)
20 Buck Spin
#DeathMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Carcass, Benediction, Musical Massacre
Nota: 8,0
Interessante ver como ainda surgem boas bandas que retomam o Death Metal Old School que vimos nos primórdios do estilo. Direto de Oakland, na Califórnia (EUA), o Extremity opta por um som cru, apesar de bem gravado que resgata as raízes do que viria a ser o Death Metal melódico praticado na Suécia nos anos 90. Aliado a tudo isso, existe a pegada da escola americana, praticada no fim da década de oitenta.
Sem querer inovar, os americanos reproduzem muito bem esse espírito desde a “Coffin Birth/A Million Witches”, que é uma introdução de órgão de igreja com uns berros femininos em filme de terror, emendando na primeira música. Ela tem um solo na cara de “Heartwork” do Carcass e guitarras bases bem graves. A influências dos vocais que se revezam é bem na cara Dave Ingram (Benediction, Bolt Thrower, etc). Apesar de optar por muita distorção e peso, há alguns momentos de melodias, principalmente nos solos, como ouvimos em “Grave Mistake”. Além disso, essa faixa conta com uma boa pegada nos riffs e bons blast beats. Há momentos de levadas um pouco fora do tradicional “bate estaca”, como na introdução de “Like Father, Like Son”, mas não dura por muito tempo.
Sem muitas surpresas e indo bem linear durante todo o disco, a dupla faixa “Misbegotten/Coffin_Death” (novamente introdução e músicas juntas) encerra o disco começando acústica, incorporando peso e finalizando lenta no melhor estilo Doom Metal.
Sintetizando “Coffin Birth”, ele acaba sendo um álbum soando como uma grande homenagem a esses grandes nomes que moldaram o que é o Death Metal, optando pela sonoridade oitentista, com um som agressivo, soturno e empolgante na medida certa. Um bom disco de estreia.
Victor Augusto
