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Farmer Boys – “Born Again” (2018)

Farmer Boys – “Born Again” (2018)
Arising Empire
#AlternativeMetal

Para fãs de: ClawfingerParadise LostThe Night Flight Orchestra

Nota: 8,0

Quando surgiu na cena alemã em meados dos anos 1990, o Farmer Boys, fazendo jus ao nome, tocava o que se pode chamar de metal agrícola: lançando mão de elementos tanto do groove quanto do gothic metal, o quinteto liderado pelo guitarrista Alex Scholpp (Tarja Turunen) cantava sobre abatedouros, bestialidade, tortura animal e o que mais pudesse ser classificado como o lado negro da vida no campo. Felizmente, com o passar do tempo – que incluiu mais de uma década em modo de espera -, os caras desapegaram dessa temática e diversificaram, também, em matéria de som.

O que se ouve em “Born Again”, o disco da volta, é simplesmente uma banda rejuvenescida, re-energizada, em total sintonia com o rock de hoje em dia, mas tomando cuidado para não deixar órfãos aqueles que fizeram de “The World Is Ours” (2000), seu maior clássico, um marco do metal alemão do novo milênio. E quando digo “rock de hoje em dia”, me refiro a nomes do primeiríssimo escalão, como o Muse, que oferece peso para quem curte guitarras carregadas de distorção e abordagens mais emotivas, com penetração no emotivo público indie. Ouça “Faint Lines” (principalmente seu refrão), “You and Me” – com direito a um solo de guitarra repleto de whammy – e “Stars” e comprove. Até ouvintes de Paradise Lost notarão certa semelhança.

Outro paralelo possível de se estabelecer é com outros nomes do hard e heavy europeu contemporâneos ao Farmer Boys, como Gotthard e Fair Warning; dois nomes que também ingressaram com o pé direito nos anos 2000 e que, em algum momento de suas carreiras, souberam se atualizar, visando a conquistar novas audiências e espaços onde originalmente seu som não teria vez. “Fiery Skies”, por exemplo, soa como algo que o Gotthard pós-“Lipservice” seria capaz de lançar. Por fim, “Isle of the Dead” e “In the Last Days” preenchem a cota de letras sinistras, do tipo que metaleiros-cabeça gostam de analisar e buscar significados ocultos por horas a fio.

Marcelo Vieira

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