FB 1964 – “Störtebeker” (2017)
Hellion Records Brazil
#PowerMetal, #SpeedMetal
Para fãs de: Iced Earth, Rhapsody Of Fire, Almanac
Nota: 9,0
Quando você vê que uma banda novata consegue reunir uma verdadeira seleção de músicos renomados na cena Metal, você no mínimo passa a vê-los com outros olhos. A banda não possui em sua formação um vocalista exclusivo. Com isso, chamaram gente de categoria para participações especiais: Udo Dirkschneider (U.D.O.,ex-Accept), Andreas “Gerre” Geremia (Tankard), Bobby “Blitz” Ellsworth (Overkill), Chris Boltendahl (Grave Digger), Ronnie Romero (Rainbow, Lords of Black), Henning Basse (Firewind, ex- Metaluim), David De Feis (Virgin Steele), John Gallagher (Raven), dentre outros.
Se esse time de feras não bastasse, a banda pediu serviços a guitarristas famosos para fazerem os solos das músicas: Gary Holt (Exodus, Slayer), Jeff Loomis (Arch Enemy, ex-Nevermore), John Norum (Europe), Axel Rudi Pell, Victor Smolski (Almanac, ex-Rage), David T. Chastain (Chastain), Nita Strauss (Alice Cooper) dentre outros. Ou seja, aqui a brincadeira é mais do que séria!
A sonoridade é aquele Power/Speed Metal tipicamente alemão, porém recheado com muitas passagens sinfônicas e elementos progressivos. Temos algumas pérolas como “Restless and Wild”, com o vocal de Bobby Blitz e a faixa é tão pesada que beira a um Thrash Metal que poderia fazer parte dos trabalhos mais recentes do Overkill, “Gotland” e sua levada progressiva com vocal de David De Feis no refrão e etc.
“Escaped” tem como grande atrativo o fantástico Henning Basse, só sua presença já faz desta um destaque absoluto: é como se o Iced Earth chamasse Henning para uma participação especial em seu novo disco. “Mortal Symphony” apesar de ter outro monstro no vocal, Ronnie Romero é uma balada que não empolga. “Hessenkessel” é capaz de uma heresia: com tantos grandes vocalistas convidados, essa faixa instrumental é a mais caótica de todas. Uma aula de técnica a pancadaria. A melhor de todas!
Outros destaques são “Orlog”, com o trio Basse/Gary Holt /John Gallagher, além do lendário Udo Dirkschneider fazendo uma de suas melhores performances nos últimos tempos na cadenciada e épica “When the Last Bell Dies”.
Enfim, motivos não faltam para ouvir e adquirir esse grandioso e ousado trabalho. O meu exemplar eu já garanti. E o seu?
Mauro Antunes
