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Fetid – “Steeping Corporeal Mess” (2019)

Fetid – “Steeping Corporeal Mess” (2019)
20 Buck Spin
#DeathMetal#DeathDoomMetal

Para Fãs De: KryptsGod DiseaseAutopsy (antigo), UndergangMorbid Angel

Nota: 9,0

“Steeping Corporeal Mess”, primeiro registro oficial do trio americano Fetid, é pura e simplesmente Death Metal, em definição, no sentindo mais neandertal do mesmo; sujo, maligno e cavernoso – sem invencionices, longe de firulas, no ponto (de putrefação).

O trabalho emana odores sepulcrais dos primórdios, leia-se, Obituary (“Slowly We Rot “) e Autopsy (“Mental Funeral”), mas não se limita “apenas” a eles, há muito dos climas profanos e sufocantes do Morbid Angel dos velhos tempos, um pouco de Carcass e uma brisa mais densa e funesta vinda da Finlândia; Unholy, Rippikoulu e Undergang.

A produção é abafada, mas não prejudica, pelo contrário, favorece ao Death “Revival” Metal, dando a ele mais força, peso e obscuridade, e cá pra nós, Death Metal quando muito apegado a técnica e velocidade é tao cansativo, moroso e tendencioso ao coma, quanto o Prog Metal… “Play e sono eterno.”

A sombra de Trey Azagthoth e Pete Sandoval paira sobre a faixa de abertura, “Reeking Within”; bases e solos, assim como as viradas de bateria, trazem à mente um pináculo chamado, “Covenant”.
“Cranial Liquescent”, “Consumed Periphery” e “Dripping Sub-tepidity”, são odiosas odes a putrefação, carregadas de obscuridade.

A monolítica, “Draped In What Was” com seus mais de oito minutos, encerra nosso passeio pelo da vale da morte, passeio esse que, em nenhum momento me causou temor, pelo contrario, apenas risos jocosos de satisfação.

Enfim, “Steeping Corporeal Mess” presta um belo tributo ao primitivo, resgata a essência real do Metal da Morte e lança corpos em avançado estágio de decomposição sobre esses mares previsíveis de cópias em carbono.

Fábio Miloch

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