Flotsam & Jetsam – “Blood in The Water” (2021)
AFM Records
#SpeedMetal, #ThrashMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Jag Panzer, Annihilator, Metal Church
Nota: 9,0
O caro leitor que não conhece o som do Flotsam and Jetsom deve estar pensando de onde diabos você ouviu falar desse nome. Bem, para quem (ainda) não conhece, esta foi a banda que teve como seu mérito mais famoso o fato de ter cedido o baixista Jason Newsted para o Metallica após a morte de Cliff Burton. O que é uma puta injustiça, pois o som da banda sempre foi bem acima da média e com este “Blood on The Water” essa história pode (e deve) mudar.
Seu metalzão que flerta com o speed e o thrash está em plena forma aqui, com canções pesadas, diretas e com ótimos vocais de Eric A.K. Knuston. A produção está ótima, os riffs de guitarra são pesados e melodiosos na medida certa e a cozinha é bastante competente.
A parada abre com uma pedrada que leva o título do álbum, já entra arregaçando com riffs pesados e temas de guitarra memoráveis. Ótima abertura pro CD! “Burn the Sky” mantém o ritmo e não deixa a peteca cair. Você talvez lembre de algo de Annihilator nas guitarras, mas aqui o destaque absoluto são as linhas vocais e a cadência quebrada e acelerada. Já “Brace for Impact” é mais Speed, com vocais bem melódicos e um refrão muito bom. Destaque para os solos incríveis. “A Place to Die” e “Walls” seguem a manutenção do ótimo ritmo do disco, com muita variedade de andamentos e climas.
Temos então uma pseudo-balada aqui, a “Cry For The Dead”, com ótima variedade de ritmos e o vocal em alguns momentos chega a lembrar Jorn Lande, tamanha versatilidade. Em “Too Many Lives” temos um power fodido, com uma levada bate cabeça que não terá pena do seu pescocinho. Mais uma vez, o destaque para o vocal. “Dragon” e “Reaggression” imprimem velocidade e muitos riffs palhetados, escancarando a técnica do baterista Ken Mary (ex-Alice Cooper, Accept). Em questão de variedade, a próxima “Undone” é a mais diferente, com uma levada mais tradicional, com um quê de Iron Maiden, principalmente nas linhas de voz.
E começa a última faixa, “7 Seconds”, de forma bem épica e pesada, com arranjos bem elaborados e uma sessão rítmica de doer o pescoço, tornando esta minha favorita do disco.
Munido de uma capa legal e doze socos no estômago, o Flotsam & Jetsam têm tudo para obter o destaque merecido e não mais ser lembrada por boa parte do público de metal apenas como a banda da onde saiu o lendário ex-baixista do Metallica.
“Blood in The Water” é um ótimo disco, onde tudo está no seu devido lugar. Peso, melodia e canções marcantes. Precisa de mais?
Thiago Barcellos
