FM – “Atomic Generation” (2018)
Frontiers Music
#HardRock, #AOR
Para fãs de: Harem Scarem, Unruly Child, Vega, Def Leppard
Nota: 9,0
Sem dúvidas, “Indiscret” (1986) é um dos grandes discos do AOR oitentista, colocando os londrinos do FM em destaque dentro do gênero. Um álbum recentemente regravado pela banda e que trazia o clássico “That Girl”, faixa também gravada pelos compatriotas do Iron Maiden como b-side.
Três décadas depois, entre idas e vindas, a banda chega a seu décimo primeiro trabalho, “Atomic Generation”, mantendo a fórmula que os consagrou nos anos 1980. Ou seja, melodias acessíveis, grandiloquência pop, backing vocals bem encaixados, linhas vocais com emoção, cama de teclados e solos de guitarra, tudo embalado para a fácil assimilação, mas sem perder a excelência.
Quem gosta do apelo radiofônico do AOR/Hard Rock, não vai resistir a faixas como “Too Much Of A Good Thing”, “Killed By Love”, “Golden Days”, “Make The Best Of What You Got”(maliciosa e uma das três melhores) e “Follow Your Heart”.
Já “Black Magic” e “In It For The Money” usam dos mesmos elementos, mas de modo diferente, o que dá ainda mais envolvência ao álbum por causa da dinâmica que o repertório, muito bem produzido por sinal, possui.
Obviamente “Atomic Generation” deixa um sabor saudosista enquanto as composições se desenrolam, mas longe de ser datado. Pelo contrário, soa classudo e renovado. Como “Playing Tricks On Me”, a melhor do álbum, nos mostra com seu naipe de metais, groove controlado e uma vibe que lembra Carlos Santana.
Falar da competência de de Steve Overland nos vocais é clichê, afinal sua pegada à lá Paul Rodgers o fez um dos melhores de sua geração. Por isso, enalteço o trabalho do baixista Merv Goldsworth, responsável por sustentar o dilúvio melódico deste disco, como na sensacional”Stronger” (cujos teclados iniciais vagamente me lembraram de “Let It Rock”, do Bon Jovi). Ponto negativo somente para a balada “Love Is The Law”.
Esse álbum tem tudo para ser um dos grandes discos de AOR de 2018!
Marcelo Lopes Vieira
