Foreigner – “An Acoustic Evening With Foreigner” (2022)
Shinigami Records
#HardRock, #AOR
Para fãs de: Boston, Styx, REO Speedwagon, Journey
Nota: 9,0
Fundado no auge do Punk e da NWOBHM, em 1976, trazendo um som que misturava elementos de Rock, Pop e Rhythm & Blues, o Foreigner, ao longo de seus quatro primeiros álbuns, se estabeleceu no Olimpo do AOR com Journey, Styx, REO Speedwagon e Boston e até hoje é um dos nomes mais reverenciados do estilo.
Quarenta e seis anos, nove álbuns de estúdio e sete ao vivo, vinte compilações, quarenta e sete singles depois e contando agora com Mick Jones (único membro original) na guitarra, teclados e vocais, Jeff Pilson (Dokken, Wild Horses, War & Peace, Dio) no baixo, Kelly Hansen (Hurricane, Unruly Child, Perfect World, Air Pavilion, Stuart Smith) nos vocais, Bruce Watson (BB King, Sugarland, Rod Stewart, Elton John) na guitarra e vocais de apoio, Michael Bluestein (Boz Scaggs, Kenny Washington, Roger Hodgson, Kitty Margolis) nos teclados e vocais de apoio, Chris Frazier (Steve Vai, Eddie Money, Edgar Winter, Whitesnake) na bateria e Luis Maldonado (Train) na guitarra, a banda nos brinda com “An Acoustic Evening With Foreigner”.
Gravado no Museu Dornier em Friedrichshafen, Alemanha, para a estação de rádio alemã SWR1, em 2013, originalmente lançado em 2014 e agora em versão nacional digipack, através da parceria Shinigami Records, earMusic e Sound City Records, este show intimista e acústico, produzido por Jeff Pilson, registra os grandes, e sempre atuais, clássicos da banda.
Trazendo uma nova roupagem para as músicas a banda acerta em cheio em revigorar seu catálogo e mostrar toda a qualidade e capacidade que possui. Com a avassaladora “Double Vision”, a eterna “Jukebox Hero”, o petardo “Dirty White Boy”, a clássica “Hot Blooded” e tantas outras (“Say You Will” e “I Want To Know What Love Is” são capítulos à parte) era impossível errar e eles não erraram.
É sempre um deleite apreciar o poder que o Foreigner possui. Com Kelly Hansen “on fire” em um show sem sintetizadores, sem “auto tune”, do jeito que deve ser, a banda prova que suas letras fazem parte do imaginário coletivo da audiência e que ainda está no auge de sua forma.
Um lançamento excepcional para os fãs de plantão e uma excelente aquisição para quem não possui a discografia da banda.
João Paulo Gomes
