Freakings – “Rise of Violence” (2019)
Independente
#ThrashMetal
Para fãs de: Kreator, Slayer, Demolition Hammer
Nota: 7,5
O trio suíço Freakings chega em 2019 ao seu quarto lançamento intitulado “Rise of Violence”. E o que encontramos aqui é aquele velho Thrash Metal “padrão Alemanha” de qualidade, com uma agressividade que por vezes emula o todo poderoso Slayer. Parece ótimo, não?
Sim, e na realidade é um álbum muito bom e ele vai parecer melhor ainda se você não se importar de ouvir nada além do que já foi revisitado inúmeras vezes nas últimas décadas.
Jonathan Brutschin (guitarra e vocais) e os irmãos Toby (baixo) e Simon Straumann (bateria) praticam aquele Thrash Metal brutal característico, onde todas as músicas tem um inicio “todo-mundo-junto”,convidando pro mosh pit e headbanging desenfreado.
Como já falei, nada de inovador, porém eficiente. O grande diferencial aqui é a temática das letras: O Freakings ( o nome talvez seja um trocadilho com os Three-kings? Os Reis Magos do oriente, quem sabe?) tem uma temática cristã, o que pode fazer alguns torcerem o nariz para a banda, mas se você assim o fizer, sem ouvir o cd posso garantir que você estará cometendo um grande erro. Quem não acredita no diabo e ouve tranquilo sem se incomodar com a temática satânica, que é mais comum no metal, não tem que se importar com a temática “Jesus Saves” do Freakings, não acha?
A sonoridade do trabalho é quase linear. Riff após riff, vocal na linha Mille Petrozza/Tom Araya, e muita agressividade nas composições. A produção poderia ser um pouco mais cuidadosa, mas não compromete o resultado final. Os três caras da banda são muito competentes nas suas funções. Não destacaria nenhuma música especifica, pois se você gostar da faixa inicial “False Prophets” vai até a última “King Reigns” curtindo o álbum tranquilamente, sem grandes variações, “Rise of Violence” é realmente um álbum muito agradável de se escutar.
O Freakings faz parte daquele time que não reinventou o gol de bicicleta, também não é culpado pela invenção da cobrança de escanteio-curto. Ou seja, nada de novo no estilo, mas é um bom trabalho que agradará os thrashers que não se preocupam com temáticas religiosas.Pode buscar para curtir, sem sustos.
José Henrique
