Freedom Call – “M.E.T.A.L.” (2019)
Steamhammer
#PowerMetal, #EpicPowerMetal, #MelodicPowerMetal
Para fãs de: Edguy, Avantasia, Helloween, Hammerfall
Nota: 8,0
Aqueles que viveram intensamente a cena Heavy Metal do final dos anos 90, provavelmente devem se lembrar da saudosa revista Planet Metal, que trazia junto com a revista um CD coletânea com novas (ou não) bandas da cena dos mais variados estilos dentro do Heavy Metal. Em uma das edições, o Freedom Call foi um dos protagonistas com o hino “Hymn to the Brave”, faixa destaque do álbum de seu álbum de estreia, “Stairway to Fairyland” (1999), que até então tratava-se de uma banda novata com ares de projeto paralelo do então baterista do Gamma Ray, Dan Zimmermann.
Os anos se passaram, Zimmermann deixou o Freedom Call e o barco passou a ser devidamente controlado pelo frontman Chris Bay, que é inevitavelmente “a cara” do Freedom Call. Hoje, 20 anos depois, lançam “M.E.T.A.L.”, seu 10º trabalho de inéditas com uma formação renovada que traz o próprio Chris Bay (vocal/guitarra), Francesco Ferraro (baixo), Tim Breideband (bateria), além de Lars Rettkowitz, guitarrista da banda desde 2005, mas mantendo o legado de executar um Power Metal pomposo, melódico, e que desta vez apesar do título, deixou o peso um pouco de lado, o que convenhamos, não é a melhor opção para uma banda de Heavy Metal.
Como destaques, podemos citar a ótima faixa título com seu andamento e letra que remetem a bandas como Manowar e Hammerfall, mas com aquele toque germânico, “The Ace of the Unicorn” que encanta por mesclar melodia e andamento mais rápido que o normal presente no restante do álbum, “One Step to Wonderland”, com seu toque progressivo e uma linda levada de baixo e “Ronin”, que é a mais rápida do disco, lembrando o Gamma Ray de álbuns como “Land of the Free”.
A faixa de encerramento, “Sole Survivor”, que por um momento cheguei a pensar em se tratar de um cover do Helloween (mas não é!), poderia estar em qualquer um do Avantasia e fecha o disco com maestria.
“M.E.T.A.L.” é o típico lançamento que faz o “arroz com feijão”! Se você é fã da banda, continuará sendo, mas provavelmente não o terá na sua lista de favoritos. Um bom álbum e nada mais!
Mauro Antunes
