Funeratus – “Age of Darkness” (EP) (2024)
(Relançamento 2026)
Extreme Sound Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Krisiun, Benediction, Nervochaos
Texto por: Lucas David
Nota: 10
Veteranos do metal extremo brasileiro, o Funeratus lançou, em 2024, seu mais recente trabalho, o EP “Age of Darkness”, que reúne quatro faixas inéditas de puro Death Metal Old School. Em seu trabalho anterior, “Accept the Death” (2018), a banda já havia demonstrado estar em plena forma, entregando algumas das músicas mais pesadas, brutais e técnicas daquele ano.
“Age of Darkness”, lançado em formato físico pela Extreme Sound Records em 2026, mostra o trio formado por Fernando Trepador (baixo/vocais), André Nálio (guitarra) e Bruno Pereira (bateria) repetindo a dose em um trabalho que aborda o Death Metal de forma tradicional. Ao mesmo tempo, evita soar como uma locomotiva desgovernada durante toda a execução, mesmo apostando em muitos bumbos duplos, riffs cortantes com toques de Black Metal e ótimas doses de melodia, principalmente nos solos.
Outro ponto de destaque é a incrível arte criada por Alcides Burn, que consegue transmitir toda a agressividade das músicas, o sentimento do fim de tudo e o caos que se instala no mundo após a destruição sonora proporcionada pela banda. A produção também merece destaque, pois, mesmo com toda a brutalidade das composições, cada instrumento é captado e apresentado de forma bastante definida, mantendo peso e clareza lado a lado.
O EP abre com “Godless”, faixa repleta de mudanças de ritmo e excelentes ganchos, com destaque para a bateria carregada de blast beats, viradas precisas e um baixo extremamente pesado. Os riffs de André Nálio são sujos e sufocantes, dando espaço para respirar apenas durante o solo repleto de melodia. “Revenge of the Condemned” mantém o ritmo acelerado e entrega ótimos riffs e solos, uma bateria punitiva e vocais guturais monstruosos, remetendo ao Krisiun da época de “The Great Execution” (2011).
“536” é uma música lenta, brutal e opressiva, sustentada por uma excelente execução instrumental, que ajuda a criar uma atmosfera sombria para que os vocais soem ainda mais guturais, principalmente quando a faixa acelera e parece não querer deixar nada em pé à sua volta. Já “Soldier’s Death” retoma a velocidade infernal do mais puro Death Metal, transbordando energia e mostrando ser a escolha perfeita para encerrar um trabalho tão brutal, além de deixar aquela inevitável vontade de ouvir um álbum completo.
Mesmo após tantos anos de estrada e da luta diária para permanecer ativo no underground, o Funeratus continua entregando trabalhos sólidos a cada novo lançamento. “Age of Darkness” prova que a banda não pretende tirar o pé do acelerador e serve como um lembrete: eles estão mais vivos do que nunca e prontos para conquistar ainda mais espaço no cenário mundial.

