Geoff Tate relembra trajetória do Queensrÿche e contesta história sobre suposto ataque com faca
Texto/Colaboração: Paula Jabur
Edição: Cristiano Ruiz
Fotos: Divulgação
O vocalista Geoff Tate (ex-Queensrÿche) relembrou diferentes momentos de sua trajetória, comentou a separação da banda e, da mesma forma, negou a história de que teria atacado o baterista Scott Rockenfield com uma faca. Tate abordou esses assuntos em entrevista ao podcast Beardo and Weirdo, apresentado por Chris Kael, baixista do Five Finger Death Punch, e pelo comediante Craig Gass.
Além disso, a conversa, entre outros assuntos, passou pelas pressões comerciais enfrentadas pelo grupo e pela parceria criativa com o guitarrista Chris DeGarmo.
Tate nega história de ataque com faca
Ao comentar o fim da formação clássica do Queensrÿche, Tate contestou a versão de que teria atacado Scott Rockenfield com uma faca durante uma situação nos bastidores.
“Não havia facas. Não havia facas”, afirmou o vocalista.
Tate explicou que diferentes histórias circularam durante o período de disputas envolvendo os integrantes e descreveu o rompimento também como o encerramento de uma sociedade empresarial. De acordo com ele, a banda funcionava como uma entidade corporativa, o que exigia procedimentos legais e acertos financeiros quando a parceria chegou ao fim.
“Havia todo tipo de história circulando”, disse o cantor ao abordar as versões sobre o conflito. Sua explicação enfatizou os aspectos empresariais da separação, mas sem deixar de reconhecer a dificuldade de encerrar uma parceria musical que havia durado décadas.
Tate também falou sobre a saída de Chris DeGarmo, um dos principais compositores do Queensrÿche e seu parceiro criativo durante boa parte da trajetória do grupo. Segundo o vocalista, DeGarmo contribuía especialmente com a música, enquanto ele escrevia grande parte das letras.
A parceria foi fundamental para a identidade da banda, incluindo as harmonias de guitarra e as inversões de acordes que ajudaram a diferenciar seu som. Portanto, reconheceu que a saída do guitarrista foi difícil de aceitar e disse que não estava preparado para a decisão de DeGarmo de seguir outro caminho.
Ao mesmo tempo, afirmou que cada integrante precisava ter liberdade para escolher seus próprios rumos. Tate disse ter orgulho dos cerca de 30 anos de trabalho com o Queensrÿche e não demonstrou arrependimento em relação à música produzida durante esse período.
Queensrÿche conseguiu contrato com a EMI após vender 65 mil cópias de um EP
A trajetória do Queensrÿche começou antes que a banda conquistasse espaço nos palcos. Tate explicou que o grupo lançou seu EP de estreia de maneira independente e vendeu aproximadamente 65 mil cópias. Dessa forma, chamou a atenção da equipe de gerenciamento da EMI.
Tais número fizeram parte das negociações com as gravadoras. Como resultado, a EMI acabou oferecendo ao Queensrÿche um contrato de sete álbuns, com valores progressivos ao longo dos anos.
Ou seja, o grupo conseguiu o acordo sem ter realizado shows, apoiado pelo resultado comercial que já havia alcançado por conta própria. Tate recordou a situação como uma experiência incomum para uma banda em início de carreira.
Uma das lembranças daquele período aconteceu quando “The Lady Wore Black” começou a tocar no rádio. Tate e outros integrantes ainda trabalhavam na fabricação de rádios transmissores e estavam sentados à mesma bancada quando ouviram a música.
A princípio, o vocalista imaginou que alguém tivesse levado uma fita cassete com a gravação. Logo percebeu, porém, que a canção estava sendo transmitida pela emissora.
A experiência contrastava com a realidade do grupo até então, formado por jovens que conciliavam o trabalho cotidiano com a tentativa de construir uma carreira musical. Tate recordou a surpresa de ouvir uma composição sua no rádio enquanto ainda estava no emprego.
Quer saber mais? Confira a entrevista na íntegra através do link abaixo:

