Gladenfold – “Soulbound” (2026)
Reaper Entertainment | Shinigami Records
#PowerMetal
Para fãs de: Helloween, DragonForce, Sonata Arctica
Texto por Caio Siqueira Iocohama
Nota: 7,5
Quatro anos após o lançamento de Nemesis (2022), o Gladenfold está de volta com Soulbound. A evolução dos finlandeses nesse período é nítida, mostrando um grupo bem mais maduro na hora de misturar o Power Metal melódico com um certo peso do Melodic Death Metal. Eles conseguem equilibrar muito bem os arranjos grandiosos com aquela agressividade na medida certa, entregando um trabalho cheio de energia.
A abertura fica por conta de “Fire Wind”, que chega com os dois pés na porta, trazendo a energia clássica do Power Metal e pedais duplos bem firmes. As guitarras ditam um ritmo veloz que casa perfeitamente com um refrão daqueles que grudam na cabeça. Logo depois, “Wardens of Time” começa com um riff acompanhado por teclados que criam uma atmosfera épica. O grande acerto aqui são os vocais mais graves em alguns trechos, uma sacada que funcionou muito bem e abriu caminho para mais um refrão marcante.
A velocidade volta com tudo em “For My Queen”, uma faixa que parece saudar diretamente os tempos áureos do Helloween. A bateria vem acelerada, e os solos rápidos já tomam conta da música logo na introdução, sustentados por um ótimo riff principal. Mas o grande ponto alto do disco é “Helix of Hate”, em que a banda abraça o Melodic Death Metal. O vocal tende ao gutural, e as guitarras ganham um ótimo peso, enquanto os teclados ao fundo mantêm o clima melódico aceso. O riff que surge na metade da música é fantástico, carimbando-a como uma das melhores faixas do trabalho.
Mais para o meio, o álbum dá uma leve desacelerada. “Mercy” é bem melódica, mas acaba passando batida, sem chamar tanta atenção. A energia volta a subir com “Ghostlike”, que resgata os pedais duplos incessantes combinados com guitarras que desenham melodias muito bonitas. Na sequência, “Anthem of the Broken” pode não ter o refrão mais brilhante do mundo, mas compensa por ser uma das composições mais pesadas do álbum.
O encerramento acontece em grande estilo com “Soulbound Parallax”. A música começa com um riff excelente e uma pegada que lembra o Heavy Metal tradicional. Não demora muito para a identidade Power Metal dominar o ambiente novamente, coroada por um solo melódico e mais cadenciado, que fecha o disco de forma bastante satisfatória.
Mesmo com algumas faixas menos inspiradas no meio do caminho, o Gladenfold entrega exatamente o que o fã do gênero procura: técnica, peso considerável e ótimas melodias. Um retorno sólido que mostra que os caras estão no caminho certo.

