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Grave Digger – “Symbol Of Eternity” (2022)

Grave Digger – “Symbol Of Eternity” (2022)

Rock Of Angels
#HeavyMetal #PowerMetal

Para fãs de: Accept, Rage, Running Wild

Nota: 8,5

O Grave Digger parece ser uma banda incansável. Por mais que os tempos mudem (e a própria banda por um curto período sofreu esse tipo de influência), os alemães seguem em sua eterna batalha em prol do Heavy Metal. E, quer você goste ou não, poucas bandas conseguem manter sua identidade ao longo de suas carreiras. E o grupo hoje formado por Chris Boltendahl (vocal), Axel Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo) e Markus Kniep (bateria), trazem em “Symbol of Eternity”, seu 21º trabalho de estúdio, aquilo que a banda sempre fez: um metal típico, sem influências externas, com toques épicos e com aquele jeitão alemão de se fazer heavy metal.

Após a introdução “The Siege of Akkun”, “Battle Cry”, um petardo daqueles que só o Grave Digger sabe fazer, nos dá uma pequena amostra daquilo que ouviremos durante a execução do CD: uma banda que não precisa mais provar nada à ninguém, com personalidade e identidade. Riffs bem construídos (cortesia do ótimo guitarrista Axel Ritt) e uma cozinha afiada (Jens Becker, o mais antigo na banda – exceção à Boltendahl -, se mostra muito bem entrosado com Markus Kniep), garantem a diversão aos fãs, assim como “Hell Is My Purgatory”, outro belo momento proporcionado pelo quarteto. Com um refrão forte e feito pra cantar junto com o punho cerrado, é uma daquelas músicas que não poderão faltar nos shows.

Outros destaques desse ótimo trabalho são as faixas “King of the Kings”, rápida e pesada, a faixa-título, que por sua vez, quebra o ritmo, sendo mais cadenciada, com passagens mais intensas e até mesmo, ainda que de forma bastante tímida, trazendo à memória os riffs do mestre Tony Iommi, “Nights of Jerusalém”, relembrando momentos de “Knights od=f the Cross”, lançado pelo grupo em 1998, “Heart of Warrior”, uma composição tipicamente Grave Digger, “Holly Warfare”, a mais power metal do trabalho, e pra fechar o álbum, “Hellas Hellas”, cover de Vasilis Papakonstantinou, cantada em grego por Boltendahl, e que ficou bem bacana!

De forma geral, o Grave Digger mantém sua linearidade ao longo dos últimos anos. Se seus álbuns não vão mudar a história do Heavy Metal (e quem disse que precisa?), pelo menos garantem boas doses de peso e adrenalina aos fãs do grupo. Que Chris Boltendahl e sua trupe sigam nos brindando com trabalhos de alto nível como “Symbol of Eternity”.

Sergiomar Menezes

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