Gravekeepers – “Gravekeepers” (EP) (2021)

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Gravekeepers“Gravekeepers” (EP) (2021)
Independente
#ThrashMetal, #Hardcore

Para fãs de: Caliban, Hatebreed, Slayer

Nota: 8,0

Estamos diante do primeiro registro de estúdio do Gravekeepers. Trata-se de uma banda originária de 2014, fundada por amigos em comum e que, até então, somente havia lançado singles. O grupo, que iniciou o ano de 2021 como quinteto, lançou também, oficialmente, seu primeiro EP, homônimo. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Felipe Gama, que estudou com ninguém menos que Andy Wallace, responsável pela mixagem de “Roots”, do Sepultura.

O ilustrador Milsin Caliare, também tatuador, foi o responsável pela arte da capa, muito bem trabalhada por sinal. Sua contribuição baseia-se no cenário de um cemitério, onde um ‘zumbi’ é manipulado pelo espírito da morte. Aliás, o nome da banda foi inspirado em um cemitério que fica próximo ao estúdio onde a banda costuma fazer seus ensaios. Numa tradução livre, Gravekeepers significa “Guardiões da sepultura”, ou algo semelhante.

Neste EP, os capixabas trazem claras influências de Thrash Metal e Hardcore em suas composições. Neste disco conceitual, um soldado busca refúgio em Linhares, no Espírito Santo. Na ficção proposta, o militar busca vingar-se de seus traidores; narrativa que veremos no decorrer das faixas do disco. E, sendo assim, abrindo os trabalhos, temos “Power King”. Pesada e extremamente nervosa, a faixa lembra muito o Hardcore Metal feito pelo Caliban (especialmente no álbum “Vent”, de 2001). Destaque para o solo no final da faixa que, além de bem executado, contou com uma cozinha bem robusta dando suporte. “Blood River” inicia com riffs bem afiados e uma levada no melhor estilo Hatebreed, lembrando “A Call for Blood” do álbum “Perseverence”, de 2002. Já a faixa “Emperor´s Arival” possui a essência do Thrash oitentista, onde encontramos riffs muito certeiros, solos afiados e a bateria típica da Bay-Area. “Gravekeeper”, ao contrário, é bem arrastada.  Tensa e angustiante, a composição é um convite ao caos. Aos 3:45 minutos de audição, é inevitável lembrar do início de  “Meu Inferno”, faixa  do último cd lançado pelos cariocas do  Confronto.

Ao longo das seis faixas disponibilizadas, o Gravekeepers parece trazer como referências sonoras, além das já citadas, bandas como Earth Crisis e Walls of Jericho, sem deixar de beber da fonte da década de 1980, período que se traduz como o nascedouro para as grandes bandas de Thrash Metal.

Recomendo!

André Nasser

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