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Gritos do Submundo: Coletânea (4 Way Split) reúne veteranos e novos nomes em um ataque brutal do underground paulistano

Gritos do Submundo: Coletânea (4 Way Split) reúne veteranos e novos nomes em um ataque brutal do underground paulistano

FHC, Ofith, Subser e Pigmachine unem forças em um lançamento intenso que traduz décadas de resistência, atitude e peso extremo

A cena underground de São Paulo ganha um novo e poderoso registro hoje, dia 26 de junho, com o lançamento de Gritos do Submundo, uma coletânea no formato 4 Way Split que reúne sessões completas das bandas Fim da Humanidade Capitalista (FHC), Ofith, Subser e Pigmachine, totalizando 28 faixas.

Mais do que uma simples compilação, o trabalho se apresenta como um verdadeiro manifesto sonoro. Aqui, não há espaço para concessões: cada banda entrega uma sessão integral, resultando em uma experiência crua, direta e visceral.

A ideia do projeto nasce de uma paixão antiga. “Sempre fui fã de coletâneas. Antigamente, era uma das melhores formas de conhecer bandas novas — e ainda acredito nisso. Já participei de algumas e sempre achei uma experiência muito rica”, explica o produtor Fábio Moysés. A proposta, no entanto, vai além do formato tradicional: em vez de uma ou duas faixas por banda, Gritos do Submundo mergulha fundo, apresentando blocos completos de gravação de cada grupo.

Transitando entre grindcore, punk, hardcore, stoner e metal extremo, o lançamento rompe com a previsibilidade e aposta na diversidade como força motriz. “Eu gosto de ouvir bandas rápidas e pesadas, independentemente do estilo. Foi exatamente isso que busquei aqui. Tem grind, punk, hardcore, stoner e metal — bandas que descarregam peso, atitude e honestidade”, reforça Moysés. “Num cenário onde muitos eventos acabam repetindo fórmulas, quis trazer estilos diferentes para que o ouvinte tenha uma experiência completa ao ouvir o disco.”

A escolha das bandas seguiu o mesmo espírito direto e sem burocracia. “São bandas dos brothers, com quem já tocamos há muito tempo. Eu já conhecia o som de todos e queria peso. Foi uma escolha natural.”

A produção leva a assinatura do próprio Fábio Moysés (Sacrifix, Perpetual Requiem, Malevolent Age e Pigmachine), com mixagem/masterização de Marco Nunes e arte de Marco Saturnino, consolidando um trabalho que nasce com identidade forte e propósito claro: dar visibilidade a nomes que constroem o underground na prática, longe de tendências e modismos.

Um dos momentos mais marcantes do lançamento vem com o Pigmachine, que presta homenagem a Marcão “Cyborg” Masiero, primeiro baixista do Genocídio, falecido em 2024. A faixa ganha ainda mais intensidade com as participações de Murillo Leite (Genocídio) e Rodrigo Malevolent (Malevolent Age), resultando em um tributo carregado de emoção e agressividade.

Ouça no Spotify: ​https://sptfy.com/gritosdosubmundo4waysplit​
Outras plataformas: ​https://linktr.ee/gritosdosubmundo4waysplit​

Bandas que representam a resistência underground em Gritos do Submundo:

FHC (Fim da Humanidade Capitalista): Formada em 1998 na zona norte de São Paulo, a FHC construiu uma trajetória sólida no punk/hardcore nacional com letras ácidas e forte posicionamento social. Presença constante em palcos tradicionais como Hangar 110 e Tendal da Lapa, mantém uma conexão direta com a cena periférica e movimentos culturais independentes. Em sua discografia, destacam-se “Correria”, “666% Jesus”, “Massacre Capetalista”, “Tempos de Guerra” e o registro ao vivo “FHC ao Vivo no KMF (25 Anos)”.

Ofith: Formada em 2017, a Ofith apresenta uma sonoridade densa e atmosférica que mescla alternative metal, stoner, sludge e elementos experimentais. Após o EP “Grief and Hope” (2023), intensificou sua presença ao vivo e segue trabalhando em seu primeiro álbum completo.

Pigmachine: Na ativa desde 1992, na zona leste de São Paulo, a Pigmachine é um nome consolidado do hardcore/punk nacional. Com uma abordagem rápida, agressiva e visceral, ganhou relevância no circuito DIY dos anos 90 com demos e participações em coletâneas como “SP Punk 2” (1996). Entre seus lançamentos oficiais estão o Split CD “Nervum” (1995), o full “Pigmachine” (2020) e os EPs “Demo 22” (2022) e “The Great Rat” (2023).

Subser: Formado em 2010, o Subser é um dos representantes do death grind nacional, combinando brutalidade sonora, crítica social e intensidade ao vivo. Em sua trajetória, destacam-se o EP “SubSer” (2015), o álbum “SubSer” (2016) e “O Templo da Cegueira” (2020). Após um período de reestruturação, retorna com força total neste lançamento.

Gritos do Submundo surge como um retrato fiel da força do underground brasileiro — um cenário que resiste pela diversidade, autenticidade e espírito DIY.

O lançamento já está disponível nas principais plataformas digitais e também em edição física extremamente limitada em CD, reforçando seu valor tanto para novos ouvintes quanto para colecionadores. E, ao que tudo indica, esse é apenas o começo: a possibilidade de novos volumes já está no radar.

Para quem acompanha a música pesada nacional, este é um registro obrigatório — feito para ser ouvido no volume máximo.

Assessoria de Imprensa:
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