Groove Metal: Os 5 Mais Importantes Álbuns Do Subgênero Nascido Na Década de 1990
Nascido no final da década de 1980 e consolidado em meados da década de 1990, o Groove Metal deveriva principalmente do Thrash Metal, embora executado em tempos mais lentos, guitarras afinadas em tons mais baixos e groovadas (ritmadas). Pantera, Machine Head e Sepultura estão entre os principais nomes que popularizaram esse subgênero, ainda que não sejam as pioneiras do estilo.
Nem tudos são flores, pois a intensidade do Groove Metal acabou por influenciar outros subgêneros, Nu Metal e Metalcore, desagradando aos metalheadas mais tradicionalistas. Ainda assim, é impossível negar a sua importância para a história do Metal a partir dos anos 90. Muitos artistas consagrados agregaram elementos de Groove Metal em sua música, já que era a referência de som pesado na época.
Redator: Cristiano Ruiz
Dicas: Fábio Reis (Mundo Metal)
Sem maiores rodeios, quais são os cincos álbuns mais importantes do Groove Metal?
Exhorder – “Slaughter in the Vatican” (1990)

“Slaughter in the Vatican”, debut do Exhorder, quarteto americano de New Orleans, não se tornou um sucesso, mas muitos o consideram fundamental para o nascimento do Groove.
Diz a história, que antes da gravação do “Cowboys From Hell”, Phil Anselmo, então vocalista do Pantera, teria feito um ensaio com membro do Exhorder. No entanto, Kyle Thomas retornou a banda e Anselmo permaneceu no Pantera. Coincidência ou não, a semente do Groove Metal está em “Cowboys From Hell”, quinto álbum completo do quarteto texano.
Fight – “War Of Words” (1993)

Assim que Rob Halford deixou o Judas Priest, em 1992, ele fundou o Fight. Nessa época, Pantera havia lançado uma sequência de dois álbuns matadores, “Cowboys From Hell” (1990) e “Vulgar Display of Power” (1992).
Aquela nova forma de tocar Metal agradou demais a Halford que resolveu mergulhar de cabeça no Groove Metal. O debut “War of Words” é, certamente, o trabalho mais relevante do Metal God fora da banda que o tornou famoso. O disco tornou-se um dos mais importantes do subgênero que acabara de surgir, já que o estilo estava recebendo a “benção” de um ícone do Heavy Metal.
Sepultura – “Chaos AD” (1993)

Logo após surfar na onda do Death/Thrash através dos lançamentos de “Beneath the Remains” (1989) e “Arise” (1991), a banda brasileira Sepultura encontrou no crescimento do Groove Metal uma forma de se reinventar. Dessa forma, em 1993, seu quinto full lenght, “Chaos AD”, mudou a sua história para sempre.
Ao mesmo tempo que esse novo trabalho ganhava o mundo, o protestos e a irritação dos fãs mais radicas da banda aumentava na mesma proporção. Foi uma viagem com passagem só de ida, já que não havia como dar um passo para trás. Três anos depois foi a vez de “Roots” e aquele Death/Thrash de outrora ficou ainda mais no passado.
O resto é história e ou novela que, atualmente, ainda está em exibição. Os entendedores entenderão.
Machine Head – “Burn My Eyes” (1994)

Na época guitarrista da banda de Thrash Metal, Vio-Lence, Robb Flynn formou o Machine Head, a princípio, como um projeto paralelo. Porém, antes mesmo do lançamento do terceiro álbum do Vio-Lence, “Nothing to Gain”, Flynn deixou a formação e tornou o Machine Head seu carro chefe.
Em 1/6/1994, pelo selo Roadrunner Records, saiu o debut “Burn My Eyes”, mais uma das pérolas do Groove Metal. Da mesma forma que fez Rob Halford com o Fight, Flynn incorporou esse novo jeito de executar Metal, construindo uma carreira sólida que ainda está ativa.
Pantera – “Vulgar Display Of Power” (1992)

O sucesso de seu disco anterior, “Cowboys From Hell”, fomentado pela sua nova sonoridade, fez com que o Pantera investisse ainda mais na fórmula que o estava conduzindo ao estrelato.
“Vulgar Display Of Power” chegou em fevereiro de 1992 não só para coroar essa nova fase na carreira da banda, mas também para se tornar o álbum mais importante do Pantera e do subgênero chamado Groove Metal.
Como ficar indeferente a faixas como “Mouth For War”, “A New Level”, “Walk”, “Fucking Hostile”, “This Love”, “Rise”…? Ou seja, todas as composições de um registro acima do bem e do mal. Desde a capa brutal até a produção impecável, tudo em “Vulgar Display Of Power” funciona com perfeição, mesmo que fanáticos torçam suas narinas de indignação.
Discorda de nossa análise ou o seu álbum favorito não está aqui? Faz parte, enfim, o que mais importa é reverenciarmos esse importante capítulo da história do Heavy Metal.





