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Haken – “Virus” (2020)

Haken – “Virus” (2020)
Inside Out Music
#ProgMetal#ProgressiveMetal

Para fãs de: Pain of SalvationFates WarningCircus Maximus

Nota: 9,0

Para aqueles que acreditam que o destino nos prega peças, mal sabem que ele também recebe propina dos caras do Haken. Com um título nada menos que ‘perfeitamente conveniente’, os ingleses dão seguimento ao aclamado “Vector” (2018) com seu muito esperado sexto álbum de estúdio: “Virus”.

Desde seu álbum de estreia, em 2010, no perigoso gênero do prog, do qual diversas bandas têm se utilizado para disfarçar e rotular seu rock progressivo e experimentalismo, o Haken chega para trazer o nome de volta às suas raízes. E o fez com muita competência já que, nos últimos 10 anos, ascendeu até o posto de uma das melhores bandas de prog metal do planeta. Se você ainda não conhece, curte prog, e tem amor aos seus tímpanos, pare o que quer que esteja fazendo (mentira, leia esta resenha até o final) e comece a ouvir!

Como já é característico da banda, “Virus” é um prisma que pode e deve ser apreciado de qualquer ângulo que você olhar. Instrumentalmente, liricamente, na originalidade, na pegada. A originalidade nas composições dos britânicos é um dos combustíveis da ascensão da banda, e neste novo álbum, é explorada ao máximo.

O álbum esguicha pela jugular. Visceral, técnico, bem-arranjado, melódico na medida certa. “Prosthetic“ abre o álbum com uma característica maravilhosa da banda: te imerge em uma levada visceral, sem abrir mão dos momentos de levadas em 4/4, e mesmo quando figuras de tempo mais estranhas começam a aparecer, a música te mantém no groove; carregando sua alma na levada, ao invés de fundir sua mente com peripécias matemáticas impressionistas.

Outra característica incrível que pôs a banda no patamar em que se encontra, é sua brilhante capacidade de mesclar influências ao seu som, por mais exóticas que sejam. Momentos de “Carousel” te dão a sensação de “já ouvi essa Home (Dream Theater) em algum lugar”, até te lançarem num amálgama de texturas, riffs e breaks únicos, que remetem aos elementos mais tradicionais da banda.
Uma bela obra de arte dos britânicos, que atenderam às expectativas, e mantiveram sua qualidade de trabalho. “Virus” é uma amostra de fusão entre técnica e visceralidade para ser apreciada do início ao fim.

Will Menezes (Colaborador)

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