Halestorm – “ReAniMate 3.0: The CoVeRs (EP) (2017)

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Halestorm“ReAniMate 3.0: The CoVeRs (EP) (2017)
Atlantic Records

Nota: 8,5

Fazer resenha de álbuns ou EPs de covers tem dois lados. Algumas vezes você pensa: “porquê uma banda vai se dar ao trabalho de lançar um álbum desse estilo podendo colocar no mercado um novo trabalho autoral? Homenagem? Falta de criatividade?”. Já em outras têm-se a convicção de que a banda quer se divertir e mostrar suas influências ao mundo. E felizmente, “ReAniMate 3.0: The CoVeRs eP”, lançado pela banda Halestorm se encaixa nessa segunda linha de pensamento. Claro que o grupo também está prestando uma homenagem àqueles que de certa forma o influenciaram. A verdade é que a interpretação, toda própria e com personalidade, garante bons momentos durante a execução das seis faixas presentes aqui.

Abrindo com a sensacional “Still of the Night” do Whitesnake/David Coverdale, o grupo conseguiu imprimir sua identidade e o vocal de Lzzy Hale se encaixou muito bem. E soa estranho, mas ao mesmo tempo diferente alguém além do mestre David Coverdale soltar seus “baby” sem soar piegas… “Damn I Wish I Was Your Lover”, da cantora Sophie B. Hawkins ganhou uma certa dose de peso, enquanto “I Hate Myself For Loving You”, uma das tantas maravilhas as quais JOAN JETT nos presenteou, ganhou uma interpretação direta e cheia de feeling. “Heathens”, do grupo Twenty One Pilots, ganhou guitarras e ficou bem diferente. Já o grunge e sua turma de Seattle teve em “Fell On Black Days” do Soundgarden sua representação. Essa ficou, digamos assim, normal, pois a interpretação de Chris Cornell é difícil de ser igualada. O encerramento vem com um dos maiores clássicos do thrash metal em todos os tempos: “Ride The Lightning” de uma das maiores bandas do estilo (?!)(não preciso dizer que é o Metallica, não é mesmo?). E por mais incrível que isso possa parecer, o Halestorm conseguiu deixar com seu peso característico e a vocalista também deu uma grande mostra de sua versatilidade, cantando de forma rasgada e com uma raiva no refrão que deu um toque diferente á faixa.

Sem querer entrar no mérito se alguma versão ficou melhor ou pior que a original (na minha opinião, em 99% dos casos, nenhuma versão consegue ficar melhor que sua versão original), o que vale aqui é a diversão. Não sou um grande fã do Halestorm. Nem mesmo um conhecedor de sua carreira. Mas posso dizer que após a audição desse EP, vou procurar ouvir seus trabalhos anteriores. Não sei se era essa a intenção do grupo com esse trabalho. Mas já conseguiram, pelo menos, instigar aqueles que ainda não conheciam a banda. Ponto mais que positivo pra eles.

Sergiomar Menezes

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